terça-feira, 12 de março de 2013

Amor, enquanto aguardamos o Reino de Deus na Terra


Nenhuma teocracia pode se tornar factível, antes que venha o único verdadeiro Rei, antes que volte aquele que "convém que o céu contenha até aos tempos da restauração de tudo, dos quais Deus falou pela boca de todos os seus santos profetas, desde o princípio." (Atos 3:21).

A excelente presença do Espírito Consolador conosco já por quase dois milênios, habilita-nos, desde então, enquanto buscamos andar no caminho que conduz a vida eterna, a sermos servos a serviço do Reino vindouro, cumprindo algumas missões designadas, sintetizadas em duas:

"Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15) e "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13:35).

No entanto, bem sabemos que a instituição do Reino de Deus na Terra ainda é vindoura. Nós não estamos autorizados a constitui-lo com a força do nosso próprio braço mas, apenas a servi-lo em obediência ao Evangelho do Reino.

Não foi a toa que o Senhor falou: "Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma. (João 15:5).

Somente "o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, que venceu, para abrir o livro e desatar os seus sete selos" (Apocalipse 5:5), poderá vir a reinar em teocracia.

Somente o Cordeiro, que foi morto e é digno de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças é que poderá vir a julgar a humanidade. (Apocalipse 5:12), no momento que ainda será designado pelo Pai. Aqueles que conhecem os sinais, sabem que é a qualquer momento, breve mesmo.

Não seja tolo, não deseje carregar o mundo nas costas!
Por isso todo cristão que estiver optando por trilhar os cruéis caminhos da ordem política humana, de modo algum estará escolhendo a melhor parte daquilo que lhe poderia caber e o faz pela sua própria conta e risco. Ele é o único responsável pela sua escolha de participação neste meio.

Convém, sempre, que se permita que os governos das nações permaneçam como eles próprios desejam ser, como estados laicos. Tentar conciliar os governos das nações com o Reino de Deus é algo ainda mais tolo do que desejar agradar a homens, obedecendo-os, antes do que a Deus.

Antes que Jesus volte a nós, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória (Mateus 24:30), todos os humanos que tentarem governar a humanidade, seja em nome de uma pretensa teocracia, ou seja em nome de qualquer outra denominação mundana, inexoravelmente, fracassarão.

Mas as tribulações de todos nós consistirá, justamente, no fato de que alguns humanos desesperados e perdidos, mesmo apoiados, ainda, por forças espirituais malignas e derrotadas, virão e ousarão querer governar o mundo e isso será para nós sofrimento mas, precisa acontecer.

Não haverá legislador ou lei alguma que possa nos livrar de que tais coisas venham a ocorrer. Não obstante, sabemos que a humanidade pertence a glória da soberania de Deus, e que tais coisas sucederão com a permissão dele, para que se cumpra tudo aquilo que está escrito a nosso respeito.

De modo algum devemos temer as consequências que possam resultar da tirania que vier sobre o mundo, imposta a partir daquilo que é impuro. Sobre tais coisas, nós já fomos desde cedo muito bem orientados: Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos. (Efésios 5:3).

É verdade que "O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes." (Salmos 37:12) mas, é verdade também que, "Pela altivez do seu rosto o ímpio não busca a Deus; todas as suas cogitações são que não há Deus." (Salmos 10:4). Assim, essa luta já não é mais apenas nossa e, "porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, ... (Efésios 6:12) "... assim o SENHOR vos diz: Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão; pois a peleja não é vossa, mas de Deus." (II Crônicas 20:15)". "Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás (de longe) para o seu lugar, e não aparecerá." (Salmos 37 : 10)

Não convém aos cristãos se altercarem com as questões "do mundo", antes, convém lembrar que deixamos o mundo, onde, fatalmente, a inclinação da mente do homem imperfeito propende para o pensamento errado. A mente do homem “físico”, em contraste com o homem “espiritual”, inclina-se para coisas materialistas.

A Bíblia chama isso de ‘carnalidade da mente’. (Col 2:18) Lembra-se aos cristãos que eles anteriormente eram, também, inimigos de Deus, porque suas mentes ora se fixavam em obras iníquas, assim como ocorre, ainda, com toda multidão dos que persistem em estar "no mundo". O nosso único requerimento, é levar o Evangelho do Reino e da Graça de Deus com amor, conforme instruiu Jesus Cristo.

Fazer provocações e "começar uma discussão (seja entre concrentes, ou seja, ainda mais, com as pessoas do mundo,) é como abrir brecha num dique; por isso resolva a questão antes que surja a contenda." (Provérbios 17:14). Se não for para evangelizar com amor, se não for para a edificar na obra do Reino e da Graça de Deus, por que, então, nos altercarmos com o mundo? Acaso somos nós tal qual os ímpios também?

Se nos altercamos, é para falharmos, como têm feito alguns e, tornando-nos em a nós mesmos em motivos de zombaria, atiçando a ira dos que andam cegos, causando-os a tropeçar por despertar neles o escarnecer ao nosso Deus. Não, não seja eu aquele a quem Jesus se referia ao dizer: "Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás bem para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão." (Lucas 6:42)

Não precisamos agradar a homens mas, precisamos de forma natural ser exemplares em tudo diante deles. Como nos instou Jesus, sermos, de fato, como "o sal da terra e a luz do mundo", a fim de que eles, se forem em algo sensatos, abriram os seus ouvidos a mensagem que devemos levar e para que, com isso, mesmo os dias das nossas próprias dores sejam diminuídos, pois está escrito: "E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim." (Mateus 24:14).

O estilo corporativista pentecostal de fazer política no Brasil, começou em 1986, com a eleição para a Constituinte. O estilo corporativista pentecostal de fazer política, que atualmente predomina, não é parte essencial da fé evangélica e nem da fé do seu segmento pentecostal, mas tudo indica que ele ainda terá fôlego por um certo tempo, porém, não vai durar para sempre e um dia será superado.

Há, ainda, uma outra passagem bíblica importante a considerar, que nos instrui em detalhes vitais quanto a tal questão:

"Se eu disser ao ímpio: Oh, ímpio, certamente morrerás; e tu não falares, para dissuadir ao ímpio do seu caminho, morrerá esse ímpio na sua iniquidade, porém o seu sangue eu o requererei da tua mão. Mas, se advertires o ímpio do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá na sua iniquidade; mas tu livraste a tua alma." (Ezequiel 33:8-9)

Repare no que diz o Senhor Jeová: " ... advertires o ímpio do seu caminho, para que dele se converta ... ". Jeová não diz "para condená-lo" pois não cabe a nós esse direito e muito menos Ele diz "para irritá-lo e fazê-lo tropeçar", pois, assim o fazendo, eu creio que o sangue cobrado das nossas mãos seria até mesmo dobrado, pois levamos com malícia e falsidade, a mensagem que é santa.

Quem se põe como atalaia do povo, que se faça santo e irrepreensível em tudo mas, principalmente em expressar sabedoria, dando os alertas certos, nas horas adequadas, repreendendo, ensinando, redarguindo, corrigindo e instruindo em justiça, para a benção e não para a maldição, para a salvação e não para o tropeço, conforme a verdade da vontade de Deus o é, a saber:

"Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor DEUS; Não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?" (Ezequiel 18:23). "Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade." (1 Timóteo 2:3-4).

Portanto, cessai as covardes mentiras e as palavras de impretérito, aqueles que as praticam, vituperando, em falsidade, a Palavra do desejo e do nome do Todo Poderoso.

Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. (João 16:33), diz o nosso Senhor e Salvador!

Guerra e Neutralidade - Devem os Cristãos Permanecer Neutros Durante a Guerra?


Aos irmãos cristãos que se encontram nesta leitura, eu peço, com sincera preocupação, que considere a necessidade de reavaliar com zelo, a luz e a base das Escrituras, tudo aquilo que você já tem aprendido sobre essa tema. Creio que essa necessidade tende a se tornar a cada dia mais premente, a medida que vemos chegar mais próximo o grande dia de Deus. Independente de qualquer julgamento nosso, sobre aquilo que Deus nos peça, cabe nos, sempre, obedecer.

Acredito que nós humanos vivamos na Terra, um tempo em que os milagres da parte do Deus se encontram ainda ativos e operantes, por meio do seu Espírito, presente aqui conosco, de modo permanente, a quase 2000 anos. Acredito que essa atividade e operacionalidade do Espirito da parte e Deus, também, deva vir a ser tornar, a cada dia, ainda mais acentuado.

O grande dia de Deus, o maior de todos os dias, não será o dia do desterro e da destruição dos ímpios pois, isso é apenas um mal necessário e Jeová, mesmo o cumprindo, integramente em sua Justiça, a qual não pode ser negada, Ele não se agrada disso, de fato, mais do que se agrada em amar os seus filhos.

A Graça da Salvação do Cordeiro e a Justiça do Leão de Todas as Tribos
 Glória e Majestade dAquele que cujo Nome foi colocado acima de todo nome
e que recebeu Todo Poder - Cristo Jesus
Deus deseja a volta do seu Reino de Suprema Paz, assim como era no princípio, ao invés de precisar continuar sendo o Senhor Deus dos Exércitos. Tudo que temos vivido em nossa história e, tudo o que continuaremos vivendo, é em função dessa trajetória de retorno.

Deus é o Soberano de Amor e de Justiça, mas quando, por fim, não houver mais razões que exijam a necessidade de justiça precisar existir pois, a lei se tornará desnecessária, só restará o amor. Isso será para a glória de Deus mas, nisso também constitui a nossa restituição.

Está é a última estação prevista para essa nossa jornada e, portanto será o maior de todos os dias do grande dia de Deus pois, Jeová se agrada, verdadeiramente, em nos restituir. Esperemos em Deus, descansemos nEle e Ele tudo fará, conforme prometeu.

Todavia, enquanto a história se movimenta, a Palavra de Deus nos dá conta de que guerras ainda haverão. Como nós que desejamos permanecer em Cristo, devemos nos posicionar ante a isso? Será que devemos explicitamente desejar a punição a punição do ímpio? Ou será que devemos, tão somente, levar-lhes o evangelho com amor e, alertando-os a fim de que eles possam se converter dos seus caminhos, enquanto que, quanto a nós mesmo, desejarmos apenas que sejamos livrados de todos os males?

O apóstolo Pedro ligou o período anterior ao Dilúvio com a destruição futura no tempo do fim, mostrando-nos que os dois eventos estão relacionados. Os escarnecedores que ridicularizaram Noé representam aqueles que ridicularizam os justos no tempo do fim.

Devemos, portanto, prestar atenção àquilo que aconteceu no período do Dilúvio. Em Lucas 17:26, 27, o próprio Jesus afirmou: “E, como aconteceu nos dias de Noé, assim será também nos dias do Filho do homem. Comiam, bebiam, casavam, e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e veio o Dilúvio, e os consumiu a todos.”

Há algumas diferenças a se considerar e, que nos diz respeito diretamente, sobre a "destruição do mau específico" que houve no tempo de Noé e a "destruição do mau específico" que ainda há de acontecer. Naquele tempo e, desde o princípio, Deus falava diretamente aos homens. Quando algo não ia bem, o próprio Deus se dirigia aos homens e os instava, amorosamente, à correção.

Foi assim, por exemplo, com Caim, quando, antes dele cometer o seu crime o Senhor instou com ele: "E o SENHOR disse a Caim: Por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante? Se bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar." Ge 4:6,7.

Ora, não foram essas palavras amorosas de alerta, suficientes até para um tolo compreender, o que seria o certo e o errado, diante do Senhor? Sim, é por causa dela ter havido que a responsabilidade dos atos de Caim passou a recair sobre ele. Caim foi instruído e rejeitou a instrução.

Todos sabemos qual foi a decisão e a atitude de Caim e, por acaso se sentiu Deus frustrado por Caim ter rejeitado a sua instrução? Absolutamente não, por causa da sua Justiça, Deus condenou o seu ato mas, Deus permitiu que ele vivesse e ainda o protegeu, impedindo que houvesse vingança humana contra ele. Uma eventual vingança que se concretizasse, só significaria, a quem a praticasse, tropeçar também.

Assim, cada homem é o exclusivo responsável pelas suas escolhas e culpado pelos seus erros, diante da Justiça e Deus. Todavia, nos dias de hoje, Deus não fala mais diretamente aos Homens mas, as suas instâncias à correção humana continuam, dadas por aquele que verdadeiramente carregam a marca de ter o zelo pela Palavra.

Assim, pregar o Evangelho com amor requer agir na compreensão de que só podemos mudar a nós mesmos, aos outros só podemos amar, sendo instrumentos da correção, "Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem." (Pv 3:12). Assim como a ordem é "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura."(Marcos 16:15), significa, também, que Deus ama a "toda criatura".

Por que ama a todos, conseguintemente, Ele não excluí ninguém da sua Justiça. De modo que, assim como Deus responsabilizou os homens pela impiedade da época em que Noé viveu, cada homem continuará responsável pelas suas escolhas e atos até o fim.

Logo após abençoar-nos, Jesus Cristo nos instou-nos, também, à máxima das obras excelentes ao dizer: "Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;" (Mateus 5:44)

Havemos que considerar isso mesmo debaixo das piores tribulações, mesmo em tempos de guerra e principalmente pregando o Evangelho. Nem mesmo o Senhor Jeová, a quem nada é impossível, condenará um humano pecador contumaz à destruição por ódio, mas o fazendo, o fará por Justiça e, Justiça que somente Ele próprio pode fazer, na justa e suficiente medida para que o amor volte a ser o único dom do Reino.

Cada ser humano e responsável pela sua própria condição espiritual e, encerrando-se em apenas dizer a verdade e agir com amor e nada mais, os homens o são pela condição espiritual de suas respectivas famílias e, consequentemente, da sociedade em que a família, que é a unidade mais básica do arranjo de Deus, está inserida.

Transcrição do Texto Bíblico do Livro de Isaías 2:4 Gravado no Muro do Prédio da Organização das Nações Unidas - ONU - Brooklyn - N.Y.

Considere a indagação e a resposta dada, diante da visão do profeta Zacarias sobre a vontade de Jeová para com os seus "ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra." (Zacarias 4:14):

"Senhor meu, que é isto? Então respondeu o anjo que falava comigo, dizendo-me: Não sabes tu o que é isto? E eu disse: Não, senhor meu. E respondeu-me, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos." (Zacarias 4:4-6)

Assim, concluindo, não convém a um cristão desejar mal algum a ninguém, nem mesmo aquele que é sabido e esperado, e que procede como sentença final da parte do Julgador que Há Sobre Tudo o que Existe e o seu Seu Delegado, que recebeu Todo o Poder, com o futuro desterro e destruição dos seres humanos ímpios. Antes façamos como o próprio Senhor Jeová o faz, desejemos sinceramente, que Todos os seres humanos sejam salvos.

Quanto as guerras, a única que nos resta, verdadeiramente, é levar o Evangelho com Amor, todas as demais que houverem, seja no futuro próximo, ou mais distante, serão pedras de tropeço, provas para peneirar os próprios ímpios, portanto, mantende-vos, desde já, transcendidos para adiante desse tempo e tribulação, focado de mente, coração e espírito, no Reino de Deus através do Rei Jesus.

"Ele julgará entre as nações e resolverá contendas de muitos povos. Eles farão de suas espadas arados, e de suas lanças foices. Uma nação não mais pegará em armas para atacar outra nação, elas jamais tornarão a preparar-se para a guerra." (Isaías 2:4)

Veja também:

O Mistério das Palavras que Faltam na Inscrição da Parede de Pedra das Nações Unidas (Nova York)

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Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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