sábado, 18 de agosto de 2012

Isaac Newton, um Cientista (e Alquimista) Cristão

Uma coisa que talvez o escritor Dan Brown nunca desejasse que você soubesse sobre Isaac Newton é que ele foi um teísta convicto e também um cristão e, só não o foi de uma maneira mais exemplar pois, ele desejou ainda ser também, pela paixão à ciência, um alquimista.

Desde o tempo de Voltaire, ou seja desde um século após a sua morte, Sir Isaac Newton passou a ser retratado como um símbolo conveniente, o "Racionalista Supremo". Uma pintura falsa que tentaram, inutilmente, lhe impingir historicamente.

Enquanto seus biógrafos se concentram unicamente em suas grandes conquistas científicas e matemáticas, todos eles buscam suprimir o seu professado monoteísmo, os seus interesses pela religião cristã, assim como também, seus interesses por ocultismo alquímico e magia prática.

Sobre isso, as coisas passaram a mudar, apenas, em 1947, quando o economista John Maynard Keynes publicou um ensaio sobre a obra de Newton na alquimia. Ele tinha acabado de comprar um cache de notas e manuscritos alquímicas de Newton em um leilão público, o qual as bibliotecas universitárias havia rejeitado como inútil.

Eventualmente, pesquisadores renegados obtém acesso a esses tipos de escritos esquecidos de Newton. Pela década de 1970, os papéis revisionistas começaram a aparecer em maior profusão, revelando um Newton muito diferente daquele que era convenientemente apresentado.

Hoje, historiadores da ciência têm sido forçados a admitir que Newton era, de fato, um homem profundamente religioso e que do coração de sua religião era que emergia a sua crença fervorosa na ciência.

Enquanto Newton estava formulando as suas mais importantes teorias científicas e criando o cálculo, ele não foi privado de estudar textos religiosos ao mesmo tempo. Todo tempo, ciência, cristianismo e alquimia, estiveram instalados em comum na mente de Newton, o que fica claro a partir da avaliação de seus escritos mantidos em privados, comparados com seus escritos que foram publicados.

Newton escreveu cerca de um milhão de palavras sobre o tema da alquimia mas, nenhum deles publicado. Ele também manteve registros meticulosos de suas experiências alquímicas ao longo de um período de 25 anos, a partir do meio do 1660 até 1695.

Em última análise, Newton usou o conceito de pneuma da alquimia para infundir o universo mecânico de Descartes com um ativo, espírito onisciente de Deus. Não pode haver dúvida de que a religião era a principal motivação para o trabalho científico de Newton e que a alquimia, em particular, influenciou seu conceito cientifico, de gravidade e de força em geral e também a sua fé cristã.

Antes de descrever o trabalho alquímico de Newton, é necessário explicar algumas coisas sobre as crenças cristãs de Newton, que são em algo diferentes do que muitos de nós é ensinado nas escolas dominicais.

Primeiro, é preciso contextualizar com o fato de que Newton acreditava que os ensinamentos da Igreja, como praticados por católicos e por anglicanos, haviam sido totalmente corrompido por sua época. Dan Brown soube usar este fato em seu livro "O Código Da Vinci".

Especificamente, Newton rejeitou o conceito da trindade, porque ele não acreditava que Jesus ou do Espírito Santo estavam em pé de igualdade com Deus, enquanto seres. Para ele, Jesus seria sempre servo e o Espírito Santo nem pessoa seria. Neste sentido, Isaac Newton seria algo alinhado do a crença dos futuros testemunhas de Jeová.

O Deus de Newton erá um reinante supremo: onisciente e presente em todo o universo. Newton descobriu que na natureza há muita evidência de "escolha" mas não de "chance". Se a natureza parece seguir leis físicas de modo consistente, é porque Deus continua a supervisionar todo e qualquer evento que ocorre no mundo físico.

Deste modo, Deus, de acordo com Newton, não teria deixado a cena após a criação e as leis da física eram tão somente o conjunto de ferramentas com o qual ele continuava a governar.

Estas eram crenças perigosas que Newton teve de manter em privado, desde que a relativa liberdade do seu trabalho na Universidade de Cambridge dependia da sua demonstração de cumprimento público das doutrinas anglicanas.

Hostilidade de Newton para com os católicos, especialmente os católicos franceses, não era incomum no século 17, após a Guerra Civil Inglesa. Havia várias parcelas de franceses engajados nos esforços para colocar um rei católico sobre o trono Inglês. Consequentemente, as relações entre a Inglaterra e a França foram de mal a pior.

Algo muito curioso e até mesmo estranho sobre as crenças de Newton era a de que, antes da queda de Adão e Eva no jardim do Éden, todas as leis da ciência física eram conhecidos e compreendidos pelos humanos. Ele cria que alguns humanos recebiam de Deus dons especiais para, como filósofos e cientistas, cumprir a missão de apenas "recuperar" o conhecimento perdido a partir do momento da queda do Éden, a medida em que Deus vem permitindo essa paulatina recuperação.

Newton não foi o primeiro filósofo natural a tentar "cristianizar" a ciência e, desta forma, torná-la menos ameaçadora. No entanto, ele manteve para si mesmo, um outra ideia surpreendente: Ele acreditava que os filósofos antigos, como Pitágoras e Platão escreveram sobre a gravidade e a lei do inverso do quadrado! Newton acreditava que tinha encontrado evidências de lei do inverso quadrado no antigo conceito de "harmonia das esferas", especificamente na conexão entre a tensão e o tom em um instrumento de cordas. Newton passou anos vasculhando textos antigos à procura de mais evidências de gravidade enterrado em simbolismo arcano.


A mais enigmática faceta da alquimia era o simbolismo e Newton era o mais convencido de que ele continha alguma verdade importante. Em partes, isto é o que o atraia à alquimia: os símbolos e os significados por trás destes. A alquimia era uma "arte" antiga, uma quase-religião, uma pseudo-ciência, obscura, porém com documentos ricos em símbolos químicos e desenhos bizarros, com figuras humanas que representam eventos em experimentos de destilação e reações químicas. Newton cria que havia riqueza científica no embaralhado, confuso e oculto dos registros da alquimia.

De fato, além dos símbolos, Newton visava também o próprio conhecimento da química e a manipulação das propriedades dos elementos da matéria, não obstante o fato de que, a química propriamente dita, sequer existisse ainda, formalmente, enquanto ciência, ao tempo de Newton.

Precursora não só da química mas, também, da medicina, a alquimia foi a ciência principal da Idade Média. Ela se baseava na ideia de que todos os metais evoluíam até virar ouro e , assim, os alquimistas tentavam acelerar esse suposto processo em laboratório, por meio de experimentos com fogo, água, terra e ar (os quatro elementos), empenhados principalmente na descoberta de uma "pedra filosofal", capaz de transformar tudo em ouro. De fato, nenhuma outra ciência antiga se desenvolvia tão atrelada à peculiar característica humana da ambição material.

No entanto, a busca da pedra filosofal e da capacidade de transmutação dos metais incluía não só as experiências químicas, mas também uma série de rituais. Os alquimistas eram vistos como pessoas de hábitos estranhos e a filosofia Hermética era um dos seus alicerces, assim também como partes de Cabala e da Magia. Dessas, a magia é a mais incompreendida, porque o vulgo obstina-se em confundir a magia com a bruxaria supersticiosa, enquanto que, na verdade, ela nada mais é do que uma expressão maior da busca do ser humano por riquezas materiais e, nessa busca, a alquimia tomou emprestado da Cabala todos os seus signos, e era na lei das analogias, resultantes da harmonia dos contrários, que baseava suas operações.

Mas a simples observação da natureza parece tê-los feito perceber, aos poucos, o que hoje reza a física quântica: tudo no universo está interligado e, ao longo do tempo, diversos alquimistas descobriram que a verdadeira transmutação ocorria no próprio homem, numa espécie de "Alquimia da Alma"; porém, diversos outros permaneceram na sua busca, sem sucesso, do processo de transformações de metais menos nobres em ouro e, foi justamente por esse caminho que se chegou a Química. A alquimia também se preocupava com a Cosmogonia do Universo, com a astrologia e a matemática.

Os escritos alquímicos constituíam-se muitas vezes, de modo codificado ou dissimulado, daí, talvez a conotação dada ao termo hermético (fechada), acessível apenas para os iniciados. Isso forçava ao cientista que a quisesse estudar, idealizando desvendar alguns dos mistérios científicos existentes, a manter, gostasse ou não, uma relação estreita com o exoterismo. Com suas buscas e pesquisas, Newton poderia muito bem ter se tornado, também, o pai da química moderna, no entanto, como ele mesmo cria, o tempo da permissão de Deus para aquela revelação ainda não havia chegado.

O inicio da era da química moderna passou do seu tempo em exato um século (Newton nasceu em 1643), e encontrou por bem tornar como "pai da química moderna", o francês e católico (portanto desafeto político-religioso natural de Newton) Antoine Lavoisier (nascido em 1743, exatos cem anos depois de Newton). Apesar de todo o seu prestígio como cientista, Lavoisier não escapou de terminar seus dias sendo guilhotinado pelo sistema emergente da revolução francesa, por sua antiga participação pública dentro do sistema de coleta de impostos da extinta monarquia.

Também o estudo dos símbolos, por fim, acabou se tornando em ciência, com a semiologia e, principalmente, a semiótica ou "a ótica dos sinais", do norte americano Charles Sanders Peirce, que é considerada a ciência geral dos signos (símbolos, ícones, etc) e dos processo de significação (semiose), pondo um termo definitivo na necessidade de permanência da arte obscura da alquimia em meio as ciências.

Todavia, Newton, de fato, gastou uma enorme quantidade de tempo de leitura, copiando e escrevendo sobre teorias alquímicas. Ele era dono de um total de 1752 livros, dos quais apenas 369 eram estritamente científicos mas, a maioria deles eram sobre alquimia. Ele também possuía 170 livros sobre o que foi chamado de "magia prática."

No manuscrito de Newton MS 3975, manteve-se 25 anos de registros de suas experiências alquímicas usando ouro, chumbo, mercúrio e metais. Ele também escreveu três versões de um "Chemicus", indexação com mais de 900 títulos, de 5000 referências de página, e 100 autores citados.

Durante este tempo, ele trabalhou principalmente sozinho em um galpão perto de sua sala na Universidade de Cambridge. Às vezes, seu assistente, Humphrey Newton (que não era parente), trabalhava com ele.

Newton compartilhou algumas de suas descobertas com outros alquimistas, como Robert Boyle, mas a maioria de seu trabalho, ele manteve para si mesmo. Ao contrário de Boyle, Newton praticava o que ele chamou de disciplina de "alto silêncio". Ele pensou em seu trabalho em alquimia como algo nobre ou sagrado, que não devia ser compartilhado em qualquer circunstância com mentes menores ou, como Newton colocava, "o vulgar".

Após analisar manuscritos inéditos de Newton sobre alquimia, fica claro que Newton incorporou conceitos de alquimia em suas crença religiosa cristã pois, apesar de busca ser por ciência, por ser um homem espiritual, foi-lhe impossível dissociá-la do exoterismo contido na alquimia. Newton rejeita o modo relógio do universo de Descartes, justamente porque naquele não havia a dimensão espiritual.

Em vez disso, ele infunde o seu universo com o que ele chamou de um "espírito vegetativo" ou o que os alquimistas chamavam de "o pneuma," que, segundo a visão de Newton trata-se de uma energia misteriosa, regida por Deus. Ele também acreditava que havia uma substância adicional permeando tudo de espaço 3-D chamado "éter".

As ondas de luz e ondas de som, bem como planetas e estrelas se moviam através deste éter. Newton acreditava que era a interação entre o pneuma (sopro de Deus) e o éter (espaço universal) com as moléculas da matéria que havia dado a origem a todas as reações químicas observadas na natureza.

Para explicar como a matéria foi criada no universo, Newton adotou algumas idéias de Paracelso, um alquimista renascentista que também era uma espécie de ativista social. Paracelso influenciou diferentes grupos na Europa em tempos diferentes. Por exemplo, ele era popular com os huguenotes franceses, e na Baviera, Alemanha, sua filosofia alquímica foi ensinada por um tempo nas universidades.

Paracelso acreditava que a história da criação em Gênesis, na verdade, descreveu a destilação de substâncias com Deus como o adepto supremo. Adão, Eva e a serpente seriam símbolos, como as figuras em uma ilustração alquímica. Deus, o alquimista cria todos os elementos e minerais no universo. Desta forma, a alquimia influenciou a fé de Newton no cristianismo e também a sua ciência.

Newton queria publicar suas teorias sobre a química, ele preparou diversos manuscritos mas, eles nunca foram publicados, porque ele estava com medo de ações judiciais sobre prioridade. Eventualmente, os discípulos de newtonismo publicaram livros que avançaram as teorias químicas de Newton.

Em edições posteriores do Opticks (1706, 1717), Newton especulou sobre como as forças microscópicas análogas à gravidade pode explicar reações de deslocamento, precipitação e fenômenos químicos. Os defensores John Keill e John Freind publicaram papéis com evidência experimental para essas forças atrativas. Em seus trabalhos eles citaram Newton como uma autoridade. A palavra alquimia, no entanto, nunca é utilizada.


Ironicamente, são essas crenças alquímicas que sustentou Newton por duas décadas de intenso estudo. Ele era socialmente isolado, com apenas um ou dois amigos e sem uma esposa, namorada ou amante.

Voltaire escreveu que, em relação às mulheres, Newton "não teve nenhuma paixão ou fraqueza." Quando seu companheiro de quarto na Universidade de Cambridge saiu depois de 20 anos, Newton sofreu uma depressão profunda ou um surto psicótico (historiadores não têm certeza qual).

Seu companheiro de quarto se casou e se tornou um clérigo anglicano. Depois, Newton deixou Cambridge, e seus anos mais produtivos foram entregues. Ele se envolveu na execução do Royal Mint e a presidir a Royal Society. Ele nunca se casou, embora ele estivesse em posição de casar-se, se quisesse.

Ao contrário do pensam alguns, nunca houve uma evidência sequer de que Newton pudesse ter qualquer desvio de comportamento como homosexualismo. Um site zombeteiramente chama Newton "O Virgem de 40 anos", e talvez ele era. Parece que o que as pessoas hoje têm dificuldade para aceitar a cerca de Newton é que o grande cientista era um religioso celibatário.

Assexualidade é difícil realmente definir e até mesmo apontar porque a maioria das pessoas que são assexuadas são muitas vezes acreditadas como sendo homossexual ou mesmo apenas estranhas pelos demais. Porque muitos assexuais não seguem os papéis de gênero ou ter uma identidade de gênero clara, pode se tornar confuso para aqueles que estão do lado de fora, fazer a identidade de gênero que muitas vezes define quem somos socialmente.

Muitos amigos pessoais de Isaac Newton acreditava que ele era tão ligado ao seu trabalho que não conseguia notar as mulheres, ou até mesmo os homens, para essa questão da sexualidade. Isaac Newton era uma pessoa realizada em todos os aspectos e poderia se apenas supor que talvez ele não tivesse tempo para o romances.

Mas, aqueles que estavam mais próximos a ele perceberam que ele parecia não ter atração sexual alguma, nem mesmo um desejo para o sexo. Amigos próximos e familiares sabiam apenas que Isaac Newton só não foi exatamente como todo mundo é, mas em 1727, quando ele morreu, não havia muitos dados sobre sua assexualidade, de modo que ele morreu como espécie de um mistério sexual e social na mente de muitas pessoas.

Alguns acreditam que a assexualidade de Isaac Newton e outros, é uma orientação sexual rara, outros acreditam que pode ser uma disfunção orgânica ou até mesmo uma pura aversão sexual. Assexualidade parece variar de pessoa para pessoa, de um desinteresse em contato humano a uma aversão de pleno direito para outras pessoas. Havia certamente outros antes de Isaac Newton, e certamente haverá mais pessoas semelhantes a ele no futuro.

Os discípulos disseram-lhe: “Se esta é a situação do homem com sua esposa, não é aconselhável casar-se.” Disse-lhes ele: “Nem todos os homens dão lugar a esta palavra, mas somente os a quem é dado. Pois há eunucos que nasceram tais da madre de sua mãe, e há eunucos que foram feitos eunucos pelos homens, e há eunucos que se fizeram eunucos por causa do reino dos céus. Dê lugar a isso aquele que pode dar lugar a isso.
Mt 19:10-12

Alquimia foi uma prática antiga que combina elementos da Química, Antropologia, Astrologia, Magia, Filosofia, Metalurgia, Matemática, Misticismo e Religião. Historicamente, a alquimia foi praticada na Mesopotâmia, Egito Antigo, mundo islâmico, America latina Pré-Histórica, Egito, Aborígenes, Coreia, China, Grécia Clássica, Kyev e Europa. De maneira geram, existiam quatro objetivos principais na sua prática:
  • O primeiro seria a transmutação dos metais inferiores ao ouro;
  • Um outro foi a obtenção do Elixir da Longa Vida (ou vida eterna) um remédio que curaria todas as coisas e daria vida longa àqueles que o ingerissem;
Segundo as crenças da alquimia, ambos os objetivos acima poderiam ser alcançados ao se obter a "pedra filosofal", uma substância mística.
  • O terceiro objetivo era criar vida humana artificial, os homunculus;
  • O quarto objetivo era fazer com que a realeza conseguisse enriquecer mais rapidamente (este último talvez unicamente para assegurar a existência dos mesmos, não sendo um objetivo filosófico).
É reconhecido por alguns que, apesar de não ter caráter científico, a alquimia foi uma fase importante na qual se desenvolveram muitos dos procedimentos e conhecimentos que mais tarde foram utilizados pela química.

Outros, onde eu me enquadro, acreditam que a alquimia não teve nenhuma importância para o desenvolvimento científico efetivo mas, muito pelo contrário, é a perversão da ciência natural e teve grande importância como "pedra de tropeço", que vinha desviando os homens da presença de Deus, contaminando o conhecimento das verdades científicas da natureza do universo físico e das verdades espirituais bíblicas com um exoterismo diabólico, contribuindo assim para um atraso, não apenas do desenvolvimento científico, que é permitido por Deus no âmbito das ciências naturais, bem como do desenvolvimento sócio-político-cultural e, principalmente, espiritual  da humanidade.

Para concluir o que de fato significa a alquimia, basta olhar para os quatro objetivos abomináveis descritos acima, aos quais ela se prestava. Não obstante o permanente desgosto de alguns agentes saudosistas, a alquimia não sobreviveu ao século XVIII. No século XIX, a alquimia tentou buscar um renascimento, buscando perverter as ciências naturais, causando atrasos, principalmente, na área da termodinâmica mas, foi completamente desmascarada ao longo do século XX. Não satisfeita, no século XX, tentou ainda confundir o conhecimento da ciência com relação a mecânica quântica, coisa que o Senhor Deus está permitindo que seja totalmente decifrada nos ainda nos dias de hoje e para frente.

Só o Senhor Jeová é o nosso Deus e, o seu cordeiro, Jesus Cristo, o nosso Senhor e Salvador!

Afinal, Um Físico pode ser Teísta ou apenas Deísta?


Se acreditar seguramente que Deus se revela, sobremaneira, por meio das Ciências Naturais e pelas Leis da Natureza é ser apenas um Deísta, então eu também sou um Deísta.

Se olhar para as religiões e para todas as igrejas cristãs denominacionais, com uma total desconfiança, é ser apenas um Deísta, então eu também sou um Deísta.

Todavia, eu sou, de fato, um absoluto Teísta! 

Eu creio no Deus criador e creio que Ele é um Deus vivo. Eu creio que a humanidade se rebelou contra esse Deus, caiu em pecado e está a ser resgatada. Eu creio que o meu Deus é o mesmo que se apresentou na vida de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi e Elias. Eu creio que Jesus Cristo seja o caminho a verdade e a vida, a videira verdadeira sem a qual, eu nada posso fazer. Creio que Jesus Cristo foi o Messias esperado pelos Israelitas, o filho que Deus enviou por amor de nós, e que, com a sua morte foi pago o preço pelo resgate da minha alma (juntamente com as almas de todos aqueles que creem e aceitam serem resgatados). Eu creio que TUDO o que está escrito na Bíblia seja verdadeiro e santo.

O Deus chamado יהוה (YHWH o nome próprio de Deus) é e sempre será. Enquanto para o mundo físico o Infinito é apenas um conceito, inatingível na prática (assim como o zero absoluto de tudo que há fisicamente, todas as possíveis grandezas que regem, de modo automático, o cosmo, também o é), eles são coisas próprias do Mundo Espiritual, o Multiverso que Deus criou muito antes, para criar depois o Universo Físico. 

Infinito e zero são apenas abstrações, artifícios da matemática, ferramentas de suporte ao cálculo. Nós, os físicos partimos do princípio de que nenhuma quantidade mensurável pode ter um valor infinito, seja por ter uma precisão infinita, ou seja por corresponder a uma contagem de um número infinito de eventos. Reservas também se faz quando se lida com o Zero em termos absolutos.

Tal não decorre de motivações ideológicas ou filosóficas a priori mas, resulta de motivações pragmáticas e metodológicas. Um dos propósitos de qualquer teoria física e científica é dar fórmulas utilizáveis que correspondem à realidade observável, pelo menos que seja aproximada. 

Nada no universo físico é eterno, nem se voltando o olhar para trás no tempo, nem se avançando para frente nele. Tudo é criação de Deus, seja a matéria viva ou a inanimada, absolutamente sujeita a Ele, por regras de comportamento funcional criadas por Ele, dese o principio da existência física. 

A perfeição da interação entre o conjunto de regras que Deus criou para o comportamento funcional do mundo físico, e que ao homem é dado conhecer apenas a superfície (pela Química, Física e outras Ciências Naturais), permite que universo físico funcione, também perfeitamente, no modo automático.

Nisso consiste, em parte, o amor de Deus para com a sua criação, que existe exclusivamente para a glória dEle, apesar de tudo ter sido criado para poder funcionar sem a sua intervenção, Ele pode interferir, e efetivamente o faz pois, Jeová Deus é galardoador daqueles que o buscam.

O empirismo, a sabedoria adquirida pelas percepções, nasce no profundo da mente humana e é nos inspirado espiritualmente a partir da vontade do próprio Deus, que a dá como uma forma de galardão, também, a quem Ele bem entende. Isso leva ao experimentalismo, ao método científico (que os homens, quando soberbos e ingratos, pensam que eles próprios tenham inventado) que é o princípio de toda Física conhecida, de toda ciência natural, com a permissão de Deus.

Tolos somos, por não prestarmos melhor atenção a Deus, do qual tudo procede, e a sua palavra, que a tudo explica. Dicas realmente quentes nos deu o Senhor Jeová quando nos ensinou em Apocalipse 1:8 : “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.” (o princípio e o fim, zero e o infinito absolutos). Só Deus pode ser absoluto.

Tudo que Deus criou (antes do universo físico) no mundo espiritual não é eterno para trás, no tempo, pois teve o seu momento de criação, mas o é para frente. Todavia o mau (que é a rebeldia contra a perfeita soberania do Deus criador) nasceu primeiro no mundo espiritual e, depois, logrou exito em invadir, também, o universo físico. Sem o reagir de Deus, o mau seria eterno, por quanto é espiritual!

Tudo aquilo que assistimos na história da humanidade, sem nada entender exatamente, é resultado do confronto entre o trabalho de Deus no sentido de corrigir o mau espiritual e a reação do mau em tentar persistir com sua existência. Tal trabalho é realizado, também, sobre regras, outras regras, que consiste na Justiça de Deus, a ele impõem sobre toda a sua criação, quer espiritual ou física.

Ser absoluto tem implicações: Deus tudo pode, menos negar a si próprio. Isso consiste em coisas deveras complicadas de nós, homens mortais e limitados, um mero ajuntado de átomos soprados em vida, compreendemos. Deus, não viola a sua própria justiça! 

O que somos nós? Bioquimicamente, não passamos de uma intrincada combinação de elementos químicos, um fantástico complexo ajuntado de compostos químicos de carboidratos polimerizados, um sonho do Senhor Jeová tornado numa admirável obra prima dEle, em meio ao universo físico.

Deísmo, Teísmo, Ateísmo e Agnosticismo:


Se é a religiosidade que caracteriza um Teísta, então vamos poder alistar alguns fatos da biografia de Sir Isaac Newton, a fim de comprovar sua estreita relação com a religião mesmo. Todavia, eu aviso de antemão, que esse é um conceito (antigo) errôneo introduzidos pela limitada e vã filosofia humana.

A divisão em Teísmo e Deísmo não é absoluta, ela pode existir ou não, conforme o nosso bel prazer. Para o cristão consciente, de fato, ela não existe. O que existe é:

Se um homem já conhece a Deus, ele ainda assim precisará exercer o seu livre arbítrio e definir a sua própria posição: Reconhecer e Aceitar a sua Absoluta Soberania, passando a Servi-lo como Senhor de Tudo e de Todos, ou fazer exatamente o oposto disso. Não existe terreno intermediário em que se possa, verdadeiramente, permanecer.

Ora, se o Ateísmo, num sentido amplo, é a rejeição ou ausência da crença na existência de divindades quaisquer e outros seres sobrenaturais, resulta então em não fazer sentido lógico algum que Ateus combatam a Deus, posto que Deus não existe. Esse é o paradoxo do Ateu: Ateus não podem ser inimigos de Deus!

Isso os conduzem a um conjunto de condições mais complexa e de contornos menos definidos: Abaixo, apresenta-se um Diagrama de Venn mostrando a relação entre as definições de ateísmo fraco/forte e ateísmo implícito/explícito. (Obs: os tamanhos no diagrama não são representativos dos tamanhos relativos dentro de uma população).


Ateus explícitos fortes/positivos/duros (em roxo à direita) afirmam que a sentença: "Existe pelo menos uma deidade." é uma proposição falsa.

Os ateus explícitos fracos/negativos/suaves (em azul à direita) rejeitam ou distanciam-se da crença de que existe qualquer deidade sem realmente afirmarem que a sentença: "Pelo menos uma deidade existe." seja uma proposição falsa.

Os ateus implícitos/fracos/negativos (em azul à esquerda) incluiriam pessoas sem opinião formada alguma e, ainda, alguns agnósticos, que não creem numa deidade, mas que não rejeitaram explicitamente tal crença.

Já, o agnóstico, a maioria dos agnósticos vêem o seu ponto de vista como distinto do ateísmo, o qual podem considerar tão pouco justificado como o teísmo ou como requerendo igual convicção.

As vezes uma pessoa que é realmente ateia pode descrever-se, mesmo apaixonadamente, como agnóstica devido ao irrazoável ceticismo filosófico generalizado que lhes impediria de dizer que sabe alguma coisa qualquer, exceto, talvez, as verdades simples da ciência conhecida.

Por conseguinte, alguns autores ateus como Richard Dawkins preferem distinguir as posições teísta, agnóstica e ateia segundo a probabilidade que cada uma delas atribui à afirmação "Deus existe". Esse é o paradoxo do agnóstico, para ele, Deus pode até existir! E o seu sofrido dilema é:

"Se eu crer que Deus existe mas, de fato, ele não existir, eu errei, mas não perdi nada!
Se eu crer que Deus não existe, mas ele, de fato, existir, eu errei, e posso perder tudo!"

Assim, nem Ateus e nem Agnósticos podem combater a Deus, um pelo absurdo da lógica do seu dogma e o outro pela incerteza covarde da sua filosofia.

Quem combate diretamente a Deus, então? Aqueles que se posicionam francamente como inimigos dEle, aqueles que creem nele mas decididamente o odeiam, pois se tornaram dissidentes da fé, aqueles que efetivamente lutam em oposição a soberania do único verdadeiro Deus. Aqueles que andam conforme o seu mestre espiritual, o opositor, o pai da mentira e da violência.

Essa raça de seres existe, tanto no mundo espiritual, quanto no universo físico mas, eles não querem  ser achados, nem contados e muito menos nominados. Eles são os que manobram os sistemas das instituições humanas e os governos das nações da Terra e usam e abusam de todos, sejam deístas, teístas, ateístas e agnósticos. Eles tem um lema doble: "prevalecemos ou destruímos".

A maior das providências de Deus para a sua criação, foi já ter frustrado os planos deles! Aleluias e glórias a Deus por isso!

Um Pouco Mais da História de Sir Isaac Newton(1):


Newton viu Deus como o criador magistral cuja existência não pode ser negada em face da grandiosidade de toda a criação. No entanto, ele rejeitou a tese de Leibniz de que Deus necessariamente fez um mundo perfeito que não requer intervenção do criador. Newton cria num Deus ativo.

Por um longo período, Leibniz, Newton e o amigo em comum, Samuel Clarke, discutiram a fim de poder competir sobre a maneira de quem era a mais correta de se acreditar em Deus. Obviamente que, dado o fato deles serem homens conhecedores em profundidade de tudo que buscavam acreditar, eles conheciam também, as Sagradas Escrituras, e não raramente, apelavam a ela em seus debates.

A compreensão de Newton de Deus veio principalmente da Bíblia, que ele estudou por dias e semanas de cada vez. Ele teve interesse especial em milagres e profecia, calcular datas de livros do Antigo Testamento e análise de seus textos para descobrir sua autoria. 

Em um manuscrito sobre as regras para interpretar as profecias, Newton observou os objetivos semelhantes do cientista e do expositor de profecia: simplicidade e unidade. Ele condenou a "loucura de intérpretes que anunciam tempos e as coisas por profecia," o propósito da profecia era demonstrar a providência de Deus na história em que "após as profecias serem cumpridas, elas podem ser interpretados pelos acontecimentos.

Newton nasceu em uma família anglicana três meses após a morte de seu pai, um próspero fazendeiro, também chamado Isaac Newton.

Quando Newton tinha três anos, sua mãe se casou com o reitor da paróquia vizinha civil do Norte Witham e passou a viver com seu novo marido, o Reverendo Barnabé Smith, deixando seu filho aos cuidados de sua avó materna, Margery Ayscough. 

Isaac aparentemente odiava reverendo Smith e não tinha relações com ele durante sua infância. o seu tio materno, o Reverendo Ayscough, reitor servindo a freguesia de Burton Coggles, estava envolvido em parte, também, no cuidado de Isaac. Reverendo Ayscough havia estudado anteriormente no Trinity College.

Uma vida Religiosa Controversa(1):


Durante 1667 Newton foi um Bolsista na Universidade de Cambridge, tornando necessário o compromisso de tomar ordens sacras no prazo de sete anos após a conclusão de seus estudos. Antes de iniciar os estudos ele, tal qual qualquer outro bolsista de Cambridge da época, foi obrigado a fazer um voto de celibato temporário e reconhecer os Trinta e Nove Artigos da Igreja da Inglaterra.

Newton considerou cessar seus estudos antes da conclusão, a fim de evitar a ordenação que tornou necessária por lei do rei Charles II para todos os diplomados. Mais tarde, ele desistiu do seu desejo de isenção do vínculo com o estatuto, assistido, de alguma forma por esforços de Isaac Barrow, quando então, em 1676 o Secretário de Estado Joseph Williamson mudou o estatuto relevante do Trinity College de fornecer dispensa desta obrigação. 

Tendo concluído os seus deveres, ele embarcou em um estudo investigativo do início da "história da Igreja", durante a década de 1680 em sucessivas investigações que acabou se convertendo em estudo sobre as "origens da religião", por volta da mesma época em que desenvolveu uma visão científica sobre o movimento e matéria.

De Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, ele declarou: "Quando escrevi meu tratado sobre nosso sistema eu tinha um olho em cima de princípios, tal qual eles poderiam operar com os homens, considerando a crença em uma divindade, e nada pode me alegra mais depois de encontrá-lo útil para esse fim."

As visões religiosas de Newton desenvolveram-se como resultado da participação em um discurso investigativo sobre a natureza do mundo e desenvolvido a partir da aparente dicotomia da realidade bíblica entre a revelação crescente da estrutura da realidade da investigação, e os desafios subsequentes destas verdades da natureza posadas para a religião adotada por Newton, especialmente à luz da fé bíblica cristã.

A heterodoxia também foi necessária para Newton e para os filiados com ele, pela necessidade científica e isso foi o que também mantinha aberta uma porta para a redescoberta de uma certa "verdade antiga", qual acreditava-se, havia sido escondida em algum lugar ao tempo da história clássica. Por isso, eles puderam ter a capacidade de se engajar num diálogo aberto com uma investigação sobre a Natureza. Neste conflito de ordem eclesiástica, e os efeitos libertadores da investigação científica, ele e outros se viraram para a "verdade antiga".

Como é encontrado entre alguns dos intelectuais estabelecidos da época renascentista, Newton acreditava que os filósofos e religiosos antigos ganharam visão sobre a verdade da natureza do mundo e do universo, mas esta verdade teria se tornado escondida dentro da linguagem no momento da gravação da verdade e por posteriores estudiosos medievais (Albertus Magnus, Arnold de Villanova e Roger Bacon) que exigiam decifração, a fim de ser compreendido.

A crença na sabedoria dos antigos, no pensamento era inteligente e no conhecimento de figuras religiosas clássicas, como Jesus de Nazaré, o profeta Isaías e o rei Salomão e escritores, como Platão e Demócrito, era, então, conhecido como "verdade antiga".

Como muitos contemporâneos e, a exemplo de Thomas Aikenhead, Newton viveu numa época ainda perigosa, com a ameaça de punição severa p0ara os que se abriam a respeito de suas crenças religiosas. A heresia era um crime que poderia ter sido punido com a perda de todos os bens e status ou até mesmo a morte (ver, por exemplo, a Lei de Blasfêmia 1697).

Por causa de seu sigilo sobre suas crenças religiosas, Newton tem sido descrito como um Nicodemite, um termo que "geralmente denota um aderente secreto ou tímido". Mas esse termo é usando, as vezes, como um termo depreciativo, aplicado a pessoas suspeitas de falsas declarações públicas das suas reais crenças religiosas pela prática de divergência (exibindo falsa aparência ) e dissimulação (ocultando crenças verdadeiras).

Segundo a maioria dos estudiosos, Newton era arianista (um presbítero cristão instalado em Alexandria, no Egito, com considerações diferenciadas das da igreja oficial de Roma sobre a relação de Deus com o Filho de Deus, Jesus de Nazaré).

Assim, ele não se apegou à trinitarismo. "Aos olhos de Newton, a adoração a Cristo como Deus era idolatria, para ele o pecado fundamental". Além de ser Antitrinitarista, Newton teria rejeitado as doutrinas ortodoxas da alma imortal e, do diabo ou de demônios como pessoas. Embora ele não  fosse um sociniano ele compartilhou muitas crenças semelhantes com eles.

Um manuscrito que ele enviou a John Locke em que ele contestou a existência da Trindade nunca foi publicado. Em um ponto de vista minoritário T.C. Pfizenmaier argumentou que Newton não era nem "ortodoxo" e nem um ariano, mas que, em vez disso, Newton acreditava que ambos os grupos tinham desandado em especulação metafísicas.

Pfizenmaier também argumentou que Newton haveria realizado uma visão mais próxima da visão ortodoxa da Trindade, em vez daquela ocidental, realizada pelos católicos romanos e protestantes. No entanto, S.D. Snobelen argumentou contra este a partir de manuscritos produzidos no final da vida de Newton, que demonstram Newton rejeitou a visão oriental da Trindade.

Hoje em dia, um bom número de escolares considera Newton como o Pai da Física Moderna. Físico brilhante, Newton era um homem de coração humano comum, apegado certas vaidades também, principalmente no aspecto de que ele buscava, incansavelmente, para si próprio, a glória de reconhecimentos humanos. As suas disputas e intrigas com Leibniz, na Royal Society, a mais prestigiosa entidade científica da Inglaterra, em razão da busca pela glória do reconhecimento pelos fundamentos do cálculo integral em Matemática foram notórias.

Mas Newton queria ainda mais, ele sonhava em desenvolver a Química e ele via do desenvolvimento dela, não apenas uma fonte de reconhecimento humano, mas também uma possível fonte de imensos ganhos materiais. Pelo tempo de Newton a Química se encontrava praticamente na estaca zero e, ainda, toda deformada pela preeminência da Alquimia e suas crenças absurdas.

No entanto, para infelicidade de Newton, Deus ainda não havia autorizado, naquele tempo, o desenvolvimento da Química, que só aconteceria pelas mãos do Católico Francês Antoine Laurent de Lavoisier, nascido exatamente 100 anos depois de Newton.


Complemente o que você leu aqui com esta outra leitura:


The Faith Behind the Famous: Isaac Newton

Licença Creative Commons
Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
Licença Creative Commons
Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.