terça-feira, 24 de abril de 2012

Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus!


Imagine a cena: Mário entra arrastando os pés na sala de Felipe, com os ombros visivelmente caídos sob o peso de suas preocupações. Felipe olha compassivamente para seu amigo, esperando que ele fale. “Não sei se vou conseguir fechar aquele contrato”, suspira Mário. “Há tantos obstáculos, e a diretoria está mesmo me pressionando.” “Por que toda essa preocupação, Mario?”, pergunta Felipe confiantemente. “Você sabe que o melhor homem para essa tarefa é você, e eles também sabem disso. Não se precipite. Você acha isso ruim? Ora, no mês passado . . .” Felipe conta alguns detalhes engraçados sobre seu próprio pequeno fiasco e, pouco depois, seu amigo deixa a sala rindo e aliviado. Felipe sente-se feliz por ter ajudado.

E imagine também que Felipe, ao chegar em casa naquela tarde, logo percebe que sua esposa, Júlia, também está deprimida. Ele a cumprimenta de maneira especialmente animada, e espera que ela lhe diga o que a faz sentir-se assim. Depois de um silêncio tenso e petrificante, ela desabafa: “Não aguento mais! Esse novo chefe é um tirano!” Felipe faz com que ela se sente, põe o braço no ombro dela e diz: “Querida, não fique tão irritada. Olhe, isso é apenas um emprego. Os chefes são assim mesmo. Você devia ver como meu chefe esbravejou hoje. Mas se isso for demais para você, simplesmente peça demissão.”

“Você nem se importa com meus sentimentos!”, replica Júlia. “Você nunca me escuta! Eu não posso pedir demissão! Você não ganha o suficiente.” Ela corre para o quarto, e chora profusamente. Felipe fica parado à frente da porta fechada, atônito, perguntando-se o que aconteceu. Por que essas reações tão antagônicas às palavras de consolo de Felipe?


Conflito entre os sexos?

Alguns atribuiriam a diferença nessas ilustrações a um único fato: Mário é homem;  é mulher. Pesquisadores de comunicação acreditam que as dificuldades de diálogo no casamento muitas vezes se devem à diferença entre os sexos. Livros como "You Just Don’t Understand" (Você Simplesmente Não Entende) e "Men Are From Mars,Women Are From Venus" (Os Homens São de Marte, as Mulheres de Vênus) promovem a teoria de que homens e mulheres, embora falem o mesmo idioma, têm estilos de comunicação nitidamente diferentes.

Inquestionavelmente, quando Jeová criou a mulher a partir do homem, ela não era um simples modelo ligeiramente modificado. O homem e a mulher foram projetados de maneira maravilhosa e ponderada para complementar um ao outro — física, emocional, mental e espiritualmente. Acrescente a essas diferenças inatas as complexidades da criação e da experiência de vida individuais e a moldagem das pessoas segundo a cultura, o ambiente e o conceito da sociedade sobre o que é varonil ou feminil. Devido a essas influências, podem-se isolar certos padrões na maneira em que homens e mulheres se comunicam. Mas os elusivos “homem típico” ou “mulher típica” talvez existam apenas nos livros de psicologia.

Tipicamente, as mulheres se destacam por sua sensibilidade, no entanto, muitos homens são admiravelmente brandos nos seus tratos com pessoas. A capacidade de raciocínio lógico pode ser mais atribuída a homens; contudo, há muitas mulheres dotadas de aguçada e analítica perspicácia. Portanto, embora seja impossível rotular qualquer traço como exclusivamente masculino ou estritamente feminino, uma coisa é certa: compreender a perspectiva do outro pode fazer a diferença entre coexistência pacífica e guerra declarada, especialmente no casamento.

O desafio diário da comunicação homem-mulher no casamento é tremendo. Muitos maridos discernidores atestam que a ilusoriamente simples pergunta: “Gostou do meu novo penteado?” pode vir carregada de perigos. Muitas esposas diplomáticas aprendem a evitar perguntar repetidamente: “Por que você não pede informações?”, quando o marido se perde numa viagem. Em vez de menosprezar as peculiaridades aparentes do cônjuge e obstinadamente apegar-se às suas próprias, alegando que “é assim que eu sou”, cônjuges amorosos olham abaixo da superfície. Não se trata de um frio escrutínio do estilo de comunicação do outro, mas sim uma calorosa olhada no coração e na mente do outro.

Como cada pessoa é ímpar, também o é cada fusão de dois indivíduos no casamento. Uma verdadeira junção de mentes e corações não é acidental, mas exige empenho árduo devido à nossa natureza humana imperfeita. Por exemplo, é muito fácil presumir que os outros encarem as coisas assim como nós as encaramos. Muitas vezes suprimos as necessidades de outros da maneira como nós gostaríamos que fossem supridas as nossas, talvez tentando seguir a Regra de Ouro: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” (Mateus 7:12) Contudo, Jesus não quis dizer que aquilo que você deseja deva ser suficientemente bom para os outros. Em vez disso, você deseja que outros lhe dêem o que você necessita ou deseja. Portanto, você deve dar o que eles necessitam. Isto é especialmente vital no casamento, pois cada qual votou atender às necessidades de seu cônjuge tão plenamente quanto possível.

Júlia e Felipe fizeram tal voto. E sua união marital de dois anos tem sido feliz. Contudo, embora achem que conhecem um ao outro muito bem, às vezes surgem situações que revelam um largo abismo na comunicação que boas intenções apenas não podem sanar. “O coração do sábio faz que a sua boca mostre perspicácia”, diz Provérbios 16:23. Sim, a perspicácia na comunicação é a chave necessária. Vejamos que portas ela abre para Felipe e Júlia.

O conceito de um homem:

Felipe navega num mundo competitivo onde cada homem tem de assumir seu lugar numa ordem social, seja ele um subordinado ou um superior numa dada situação. A comunicação serve para firmar sua posição, sua competência, sua aptidão ou seu valor. Sua independência lhe é preciosa. Assim, ao receber ordens em tom de exigência Felipe assume uma posição de resistência. A sutil mensagem “você não cuida bem de sua tarefa” torna-o rebelde, mesmo que o pedido seja lógico.

Felipe conversa basicamente para trocar informações. Ele gosta de falar sobre fatos, idéias e coisas novas que aprendeu.

Ao ouvir, Felipe raramente interrompe quem fala, nem mesmo com pequenas reações, tais como “hã!, sim!”, porque ele está assimilando informações. Mas se discorda, talvez não hesite em dizer isso, especialmente a um amigo. Isso mostra seu interesse no que seu amigo tem a dizer, explorando todas as possibilidades.

Se Felipe tem um problema, ele prefere buscar uma solução por conta própria. Assim ele talvez se afaste de todos e de tudo o mais. Ou talvez procure relaxar com alguma diversão para esquecer temporariamente seu dilema. Falará a respeito dele apenas se estiver buscando conselhos.

Se um homem procura Felipe com um problema, como no caso de Mário, Felipe entende que é seu dever ajudar, cuidando para não fazer com que seu amigo se sinta incompetente. Junto com os conselhos, ele em geral fala de algumas dificuldades suas, para que seu amigo não ache que só ele tem problemas.

Felipe gosta de participar em atividades com amigos. Companheirismo para ele significa fazer coisas em conjunto.

O lar é para Felipe um refúgio da arena, um lugar onde não mais precisa falar para firmar sua posição, um lugar onde encontra aceitação, confiança, amor e apreço. Mesmo assim, Felipe acha que vez por outra precisa estar a sós. Talvez nada tenha a ver com Júlia, ou com algo que ela tenha feito. Ele simplesmente precisa passar alguns momentos a sós. Felipe acha difícil revelar seus temores, inseguranças e desgostos à sua esposa. Não quer que ela se preocupe. Sua tarefa é cuidar dela e protegê-la, e ele precisa que Júlia confie que ele fará isso. Ao passo que Felipe deseja apoio, não deseja comiseração. Isto o faz sentir-se incompetente ou inútil.

A perspectiva de uma mulher:

Júlia vê a si mesma como uma pessoa num mundo de ligações sociais com outros. Para ela é importante estabelecer e fortalecer os vínculos dessas relações. Conversar é uma importante maneira de criar e reforçar o achego.

A dependência vem com naturalidade para Júlia. Ela se sente amada se Felipe procura conhecer os conceitos dela antes de tomar uma decisão, embora deseje que ele tome a dianteira. Quando tem de tomar uma decisão, ela gosta de consultar o marido, não necessariamente para que ele lhe diga o que fazer, mas para mostrar seu achego e dependência com relação a ele.

É muito difícil para Júlia falar explicitamente e dizer que necessita de algo. Não deseja importunar Felipe, nem levá-lo a achar que ela é infeliz. Em vez disso, ela espera ser notada ou faz insinuações.

Ao conversar, Júlia fica intrigada com detalhes e faz muitas perguntas. Isto é natural, por causa de sua sensibilidade e interesse intenso em pessoas e em relacionamentos.

Quando Júlia ouve, ela pontua as palavras do interlocutor com interjeições, gestos afirmativos com a cabeça, ou perguntas, para mostrar que está acompanhando o interlocutor e que se importa com o que ele tem a dizer.

Ela se esforça arduamente para saber intuitivamente o que as pessoas necessitam. Oferecer ajuda sem ser solicitada é uma bela maneira de mostrar amor. O que ela mais deseja é ajudar o marido a progredir na vida.

Quando Júlia tem um problema, talvez se sinta pressionada. Sente a necessidade de falar, não tanto para achar uma solução, mas para expressar seus sentimentos. Necessita saber que alguém entende e se importa. Com as emoções estimuladas, Júlia diz coisas avassaladoras, dramáticas. Ela não dá um sentido literal às suas palavras, quando diz: “Você nunca escuta!”

A melhor amiga de infância de Júlia não era alguém com quem ela fazia coisas em conjunto, mas alguém com quem conversava a respeito de tudo. Assim, no casamento ela não está tão interessada em atividades fora do lar, mas em ter um ouvinte que mostre empatia e com quem possa partilhar seus sentimentos.

O lar é um lugar em que Júlia pode falar sem ser julgada. Ela não hesita em revelar seus temores e problemas a Felipe. Se precisa de ajuda, não se envergonha de admitir isso, pois confia que pode contar com o marido e que ele se interessa o suficiente para escutá-la.

Júlia normalmente se sente amada e segura no seu casamento. Vez por outra, porém, sem nenhuma razão evidente, ela passa a sentir-se insegura e não amada e precisa urgentemente de renovada confiança e companheirismo.

Sim, Felipe e Júlia, complementos um do outro, são muito diferentes. As diferenças entre eles criam o potencial para sérios mal-entendidos, mesmo que ambos tenham as melhores das intenções quanto a ser amorosos e apoiadores. Se pudéssemos ouvir a perspectiva de cada um na situação acima, o que diriam?

Cada um enxergou o seu lado da questão!

“Assim que entrei na casa percebi que Júlia estava deprimida”, diria Felipe. “Presumi que no momento oportuno ela me diria o motivo. O problema não me parecia ser tão grande assim. Eu achava que se eu simplesmente a ajudasse a ver que não havia necessidade de ficar tão deprimida, e que a solução era fácil, ela se sentiria melhor. Realmente feriu ouvi-la dizer, depois de eu a ter escutado: ‘Você nunca me escuta!’ Senti-me como se ela me culpasse de todas as suas frustrações!”

“O dia todo havia sido um só grande desastre”, Júlia explicaria. “Eu sabia que não era culpa do Felipe. Mas quando ele chegou em casa todo animado, parecia-me que ele desprezava o fato de eu estar deprimida. Por que não me perguntou qual era o problema? Quando eu lhe disse qual era, o que ele basicamente disse foi que eu estava sendo ingênua, e que tudo isso não passava de uma coisa muito pequena. Em vez de dizer que entendia como eu me sentia, Felipe, o ‘solucionador’, disse-me como sanar o problema. Eu não queria soluções, eu queria compreensão!”

Apesar das aparências dessa ruptura temporária, Felipe e Júlia amam-se muito. Que discernimento os ajudará a expressar inequivocamente esse amor?

Enxergar o outro lado!

Felipe achou que seria intrusivo perguntar a Júlia qual era o problema, de modo que espontaneamente fez por ela o que gostaria que outros fizessem por ele. Esperou que ela se abrisse e falasse. Mas a essa altura Júlia estava deprimida não só por causa do problema, mas porque Felipe parecia desprezar sua necessidade de apoio. Ela não viu no silêncio dele um gesto de respeito gentil — viu nisso uma falta de interesse. Quando Júlia por fim falou, Felipe ouviu sem interrupção. Mas ela achou que ele não estava realmente entendendo seus sentimentos. Daí ele ofereceu, não empatia, mas uma solução. Isto dizia a ela: ‘Seus sentimentos nada valem; você está exagerando. Viu como é fácil resolver esse probleminha?’

Como seriam diferentes as coisas se cada qual pudesse ter visto as coisas do ponto de vista do outro! Poderia ter sido assim:

Felipe chega em casa e encontra Júlia deprimida. “Qual é o problema, querida?”, pergunta ele meigamente. Lágrimas começam a rolar, e as palavras borbulham. Júlia não diz: “É tudo culpa sua!”, nem insinua que Felipe não esteja fazendo o suficiente. Felipe põe o braço no ombro dela e escuta pacientemente. Quando ela termina, ele diz: “Lamento que você esteja se sentindo angustiada. Entendo por que você está tão deprimida.” Júlia responde: “Muito obrigada por ter escutado. Sinto-me muito melhor sabendo que você entende.”

Infelizmente, em vez de resolverem suas diferenças, muitos casais simplesmente preferem findar seu casamento no divórcio. A falta de comunicação é o vilão que devasta muitos lares. Explodem discussões que abalam os próprios alicerces do casamento.

sábado, 21 de abril de 2012

“Cruzada” - “Kingdom of Heaven” (Filme 2005)





Link para uma resenha:
http://www.culturabrasil.org/cruzada_resenha.htm

Assista online:
http://www.saudadeeadeus.com.br/filme490.htm

Postagem relacionada:
http://sereisumasocarne.blogspot.com.br/2012/02/o-mau-o-pecado-e-salvacao-da-parte-de.html


Kingdom of Heaven
Reino dos Céus (PT)
Cruzada (BR)
Pôster de divulgação.
 Reino Unido /  Espanha / Alemanha
2005 •  cor •  144 min 
Produção
DireçãoRidley Scott
ProduçãoRidley Scott
RoteiroWilliam Monahan
Elenco originalOrlando Bloom
Eva Green
Jeremy Irons
David Thewlis
Brendan Gleeson
Marton Csokas
Liam Neeson
Edward Norton
Idioma originalInglês
Árabe
MúsicaHarry Gregson-Williams
Jerry Goldsmith
CinematografiaJohn Mathieson
EdiçãoDody Dorn
Chisako Yokoyama
EstúdioScott Free Productions
Inside Track
Studio Babelsberg Motion Pictures GmbH[1]
Distribuição20th Century Fox
LançamentoEstados Unidos 6 de Maio de 2005
OrçamentoUS$ 130 milhões[2]
ReceitaUS$ 211,652,051[2]

" ... entendi que lutávamos por fortuna ... e por terras ... senti vergonha!"

Nossa Teimosia Contra Deus Nos Torna Infelizes em Relacionamentos Conjugais!


Se ambos, num casal, amarem verdadeiramente ao Senhor Deus, acima de tudo, inclusive acima de sua própria paixão (o que para muitos que a isso ouvem lhes parece uma loucura inconcebível) então a aliança entre eles evoluirá, de apenas um cordão duplo, para um cordão tríplice.

“Um cordão tríplice não pode ser prontamente rompido em dois.” Eclesiastes. 4:12.

A paixão entre homem e mulher é inevitável que haja, como uma grande energia propulsora, todavia isso será sempre por um tempo apenas e, no fim, perseverará (ou não) sobre tudo o amor, o qual deve, cada qual do casal decidir, se permanecerá (ou não) submetido à regra de ouro:

"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento." Marcos 12:30 "Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." Marcos 12:31.

Lembrando que o terceiro fio da trama do cordão alegórico é de onde provirá a força capaz, até mesmo, de renovar a paixão conjugal, continuamente.

Posto que ela é (apenas) chama, a paixão conjugal, em si, tem um poder que não irá além daquilo que é carnal e temporal.

Sem um cordão tríplice, o comprometimento e a troca de sobrenome se torná apenas um problema, para a vergonha da mulher, para o prejuízo do homem e infelicidade de ambos. Quem tem ouvidos que ouça, o que o Espírito diz aos filhos e filhas dos homens.


A expressão genuína de uma vida com Jesus sempre foi essencial para levar o evangelho à toda a criatura, começando por aqueles que estão ao seu redor. O mesmo apóstolo Paulo escreveu "Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito" (Gálatas 5:25), ou seja, se você diz que é filho, servo e escolhido do Deus Altíssimo, mostre isso na prática. Mostre que isso gera transformação de vida (para melhor). Mostre que vale à pena.

Entre casais onde um dos dois não é convertido, é comum se ouvir a reclamação de que o outro (o que entregou a vida a Jesus) virou fanático, dá mais valor à igreja, está deixando a família de lado. Artimanhas demoníacas à parte, é preciso tomar cuidado. "Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo." (I Timóteo 5:8)

Muitas vezes nós, como cristãos, queremos fazer aquilo que cabe ao Senhor e nos esquecemos que nossa única e exclusiva função é adorá-lo, de coração grato, confiando, orando e testemunhando. E isso, seja qual for a situação.

Para as mulheres, cabe aí o princípio da submissão. Devo ser submissa a um marido incrédulo? Claro que sim! Se ele proibi-la de ir à igreja, não vá; ore. Seu marido não pode impedir o seu coração de adorar e se você crê que Deus pode ouvir sua oração e mudar isso, já que Ele é o maior interessado, então não terá problemas em agir assim (um pastor falou certa vez que jamais trocaria sua família pela igreja e Deus por sua família; sendo assim, a ordem de prioridades deve ser Deus, sua família e só então a igreja).

Aos maridos, valem os mesmo princípios. Ame sua esposa incrédula, mesmo que ela não seja como aquela mulher virtuosa de Provérbios! Ame como Cristo amou a igreja, e então, seu amor destruíra todas as barreiras. "Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros." (João 13:35). Ao que é crente e tem parceiro incrédulo, se você, hoje, acredita que você errou ao escolher para cônjuge um(a) incrédulo(a), então o erro será ainda exponencialmente maior, se você se separar dele(a) por qualquer motivo fútil. 

Aos Solteiros:

Já, para aqueles que estão sem compromisso conjugal, mas que pretendem vir a mudar isso, precisam ter bastante cuidado de evitar se colocar em uma situação em que se ponha, desnecessariamente, em jugo desigual. É um grande erro nos envolvermos com alguém ainda incrédulo, sendo nós crentes, esperando com isso, vir a converter aquela pessoa. Lembre-se que, nós só podemos modificar a nós mesmos, aos outros só podemos amar e apesar de todo poder que sabemos ter amor, a conversão de alguém incrédulo, nunca poderá ser garantida e isso pode acarretar muito sofrimento ao crente.

Por nós teimarmos, deliberada e insistentemente, em nos colocar em jugo desigual, é bem certo que Deus venha a permitir que as nossas expectativas amorosas terminem por ser completamente frustradas, até mesmo para nossa própria correção e para nos dar testemunho de que a Sua Palavra é mesmo, sempre, verdadeira. Há também aqueles que são teimosos em relação à Deus: Conhecem Sua Palavra e sabem o que seria correto fazer, mas preferem fazer as coisas do seu jeito. Enganam a si mesmos pensando enganar a Deus.

Alguns ainda, simplesmente se sentem atraídos por opostos comportamentais. Alguns homens e mulheres que se professam cristãos se sentem, ainda, atraídos por parceiros conjugais com comportamento diametralmente oposto ao esperado para cristãos, os de conduta desenfreada, pessoas vulgarmente reconhecidas por serem vadias e cafajestes. E, ainda, o fazem mesmo percebendo que com estes tipos de parceiros não poderão se comprometer seriamente mas, apenas praticar o conhecido “ficar”, postura de relacionamento que Jeová detesta. Com respeito a isso, Deus tem um conceito bastante claro: isso se chama "prostituição", da qual, todo crente cônscio de suas necessidades vitais, deve se afastar.

Há ainda outros que, procurando evitar qualquer tipo relacionamento real, por simplesmente não acreditarem mais que conseguem confiar em si mesmos e nas suas capacidades para realizar relacionamentos da maneira correta diante dos requisitos de Deus, passam a evitar relacionamentos com pessoas reais, e a se lançar em relacionamentos virtuais impraticáveis e, consequentemente, no pântano ilusório da mídia pornográfica, como se isso fosse apenas um pequeno detalhe, aceitável e, que de modo algum seja algo grave diante do olhar atento do Senhor. Estes se tornam, dentre todos, os maiores infelizes, piores dentre as tristes criaturas.

Amigos, creiam que, não é sem experiências negativas sofridas, que eu vos falo essas coisas! Para que eu pudesse continuar a acreditando no verdadeiro amor, depois de passar por inúmeras frustrações desamorosas, eu mesmo precisei me apartar do que era mau e a passar a colocar os meus pés apenas, no caminho daquilo que é salutar, aos olhos do Senhor. Se não fosse pela misericórdia dEle, eu teria me tornado tão somente, apenas um cafajeste a mais neste mundo!

Dicas Práticas Para Casados:

Se seu cônjuge fala coisas imorais, deprecia sua fé ou age de uma maneira que você sabe não ser aprovada aos olhos de Deus, o que você faz? Briga, discute, chora, aproveita para dar um sermão? Pois veja estes conselhos de Gary Oliver, especialista na área familiar e autor de livros e artigos sobre o assunto:
  • Mesmo que reprove a atitude, não confronte seu cônjuge em público;
  • Use a expressão "minhas convicções" para declarar sua crença;
  • Não dê muito valor às coisas pequenas, quando por exemplo, ele(a) conta uma piada "suja". Conte outra que não utilize os mesmo termos e procure mostrar, sem brigas, que não gosta de certas palavras ou ideias. Para os homens, em especial, uma brincadeira ou piada é uma forma de mostrar afeição, portanto, não despreze isso;
  • Procure desfrutar junto com seu parceiro(a) programas saudáveis (não religiosos) e descubram gostos em comum na hora de se divertir. Dedique um tempo à família e jamais deixe de lado sua vida sexual. Embora para as mulheres seja difícil compartilhar o físico quando ela não pode compartilhar o que agora há de mais importante em sua vida, os homens precisam do toque. E quando o marido sente que sua esposa o desfrutou, ele se sente amado, estimado e apreciado. A autoestima, com certeza, trará bons frutos no relacionamento do casal;


  • Ore sem cessar. A oração é o que lhe trará conforto, força e sabedoria, e renovará o coração de seu marido ou esposa."Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. (Ezequiel 36:26);
  • Cultive seu relacionamento com Cristo. Leia a Bíblia, ore e se não puder ir à igreja, procure se reunir com um pequeno grupo onde possa compartilhar suas necessidades e orar;

  • Não desista. Confie que Deus tem o melhor para você e seu cônjuge. E lembre-se sempre da promessa:"...Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa." (Atos 16:31).

    Segue um belo poema que eleva ambos, homem e mulher:

    O Homem e a Mulher
    Victor Hugo

    O homem é a mais elevada das criaturas.
    A mulher é o mais sublime dos ideais.

    Deus fez para o homem um trono.
    Para a mulher, um altar.
    O trono exalta.
    O altar santifica.

    O homem é o cérebro; a mulher é o coração.
    O cérebro fabrica a luz; o coração produz Amor.
    A luz fecunda.
    O Amor ressuscita.

    O homem é forte pela razão.
    A mulher é invencível pelas lágrimas.
    A razão convence.
    As lágrimas comovem.

    O homem é capaz de todos os heroísmos.
    A mulher, de todos os martírios.
    O heroísmo enobrece.
    O martírio sublima.

    O homem tem a supremacia.
    A mulher, a preferência.
    A supremacia significa a força.
    A preferência representa o direito.

    O homem é um gênio; a mulher, um anjo.
    O gênio é imensurável; o anjo, indefinível.
    Contempla-se o infinito.
    Admira-se o inefável.

    A aspiração do homem é a suprema glória.
    A aspiração da mulher é a virtude extrema.
    A glória faz tudo grande.
    A virtude faz tudo divino.

    O homem é um código.
    A mulher, um evangelho.
    O código corrige.
    O evangelho aperfeiçoa.

    O homem pensa.
    A mulher sonha.
    Pensar é ter no crânio uma larva.
    Sonhar é ter na fronte uma auréola.

    O homem é um oceano.
    A mulher um lago.
    O oceano tem a pérola que adorna.
    O lago, a poesia que deslumbra.

    O homem é a águia que voa.
    A mulher é o rouxinol que canta.
    Voar é dominar o espaço.
    Cantar é conquistar a alma.

    O homem é um templo.
    A mulher é o sacrário.
    Ante o templo nos descobrimos.
    Ante o sacrário nos ajoelhamos.

    Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.
    E a mulher onde começa o céu.

    Análise do Poema:

    Ora, então, eu me pergunto: Se nós somos ambos, homens e mulheres, tão elevados e sublimes assim, porque é que nós estamos vivendo, cada vez mais, infelizes com nós mesmos e com o mundo ao nosso redor e, principalmente, insatisfeitos com aquilo que resulta dos nossos relacionamentos homem-mulher? Ou será que eu estou aqui tão somente enganando a mim mesmo, ou estou apenas falando alguma grande mentira a todos?

    Apesar de ser um belo poema, o texto de Victor Hugo é, nada mais nada menos que mais um instrumento de desvio do ser humano da realidade do seu real tamanho: nós, seres humanos,somos, de fato, seres pequenos e frágeis. Em nada somos nós divinos ou sublimes, a não ser por algum  traço residual, algum vestígio que haja restante, daquilo que já foi um dia, a glória de Deus em nós.

    Se nós, homens e mulheres verdadeiros, quisermos ser felizes, em conjunção um com o outro, na verdade, não precisamos exaltar a nossa independência como seres inseridos no contexto do universo, mas, sim, humildemente, reconhecer a nossa total dependência de Deus. Esse é o único caminho para o relacionamento homem-mulher restaurar a sua alegria original, resgatar o seu real sentido, um sentido muito maior, do que aquele que está sendo efetivamente realizado, nas frustrações do nosso dia a dia de relacionamentos.

    Apaixonarmo-nos uns pelos outros, isso não é nada pois, nós podemos com relativa facilidade nos apaixonar. De fato, nos apaixonamos muitas e muitas vezes em nossas vidas. Podemos mesmo começar com uma nova paixão a cada ano, ou a cada mês, ou a cada semana, ou mesmo a cada dia. Sim, apaixonar-se é muito fácil, sentir desejo sexual é parte da natureza a nós inerente. De modo que "as paixões" é algo trivial, tanto para se começar, quanto para se terminar com elas.

    No entanto, é só por causa de um genuíno amor, de nossa parte, para com o próprio Deus, é que nós também seremos capazes de amar verdadeiramente alguém. Amar com um amor completo, movido por paixão também, sim, por desejo, mas que vá muito além, um amor que seja piedoso, um amor de frutos do espírito, coisa que a paixão, apenas, não seria capaz.

    Para que nós, homens e mulheres, sejamos capazes de amar, um mesmo parceiro conjugal, para a vida toda, para sempre, se for o caso pois, isso é coisa que Deus requer de nós, só mesmo com a ajuda dEle pois, o casamento que Ele nos instruiu é coisa que apenas Ele mesmo pode nos ensinar como e prover as condições para se realizar em nós.

    Segundo Jeová, ao entrarmos em uma união conjugal, nós e nossos parceiros nos tornamos "uma só carne." Veja isso em várias referências:

    "Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." Gênesis 2:24

    "E serão os dois uma só carne; e assim já não serão dois, mas uma só carne." Marcos 10:8

    "E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?" Mateus 19:5

    "Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." Mateus. 19:6

    Até mesmo quando temos relações sexuais espúrias, estamos sujeitos a que a nossa conjunção carnal seja também plena e esteja, portanto, submetida a consideração da palavra do Senhor:

    "Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne." 1 Coríntios 6:1

    Mas estas relações espúrias não podem, de modo algum, nos satisfazer plenamente mas são, ao contrário, a causa do nosso atual estado de permanente infelicidade, pois não atingem em nós o sentimento de amor, não é fruto do espírito, mas apenas da carne:

    "Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, ... " Gálatas 5:19

    O adultério, a prostituição, e até mesmo a lascívia (a luxúria, a libidinagem, a exacerbação da sensualidade), se equiparam a impureza, ou seja, as nossas relações sexuais espúrias e as nossas apresentações de provocação sexual, estão ambas, para nós seres humanos, no mesmo contexto circunstancial em que se encontra as situações de uso e abuso de drogas, que é a maior expressão de impureza na nossa atualidade. Essa relação pode ser ainda verifica em mais referências:

    "Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo." 1 Coríntios 6:18

    A prostituição e a fornicação, tao qual o abuso de drogas, são pecados que o ser humano comete contra o seu próprio corpo, além de, no caso do sexo, envolver ainda a agressão ao corpo de uma  segunda pessoa. Deus ainda alerta-nos:

    "A luxúria, e o vinho, e o mosto tiram o coração." Oseias 4:11, ou seja, quem prioriza a paixão e assume manter relações sexuais espúrias, acaba se esquecendo completamente como se ama, como se quer bem, como se ajuda o próximo, como se é amigo, sincero e leal e, por fim, acaba até mesmo perdendo o prazer pelo próprio sexo e passa a viver de um modo infeliz, piorando a cada dia e se sentindo como que no inferno, mesmo que estando na terra, terra que Deus nos deu para a nossa alegria.

    Qual deve ser a posição do homem e da mulher que ama e teme ao Senhor com relação a essas coisas:

    "Mas a prostituição, e toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a santos;" Efésios 5:3

    Todos tem o direito de permanecer solteiros, se assim o quiserem, todavia, que isso não signifique dar lugar nem a prostituição e nem a fornicação.

    "Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência." 1 Coríntios 7:2-5

    Mas existe algo de ainda piores consequências do que a prostituição: o adultério. A Bíblia nos alerta, no livro de provérbios: "visto que por causa duma mulher prostituta [fica-se reduzido] a um pão redondo; mas, no que se refere à esposa de [outro] homem, ela caça até mesmo a alma preciosa." Ou seja, dar-se a prostituição traz a vida miséria material, sanado o mau, pode-se recuperar, mas dar-se ao adultério, causa mesmo a destruição espiritual maior, muitas vezes irreversível e chega até mesmo a condenar alguém a morte. Eu particularmente sei de casos  reais que comprovam isso. E você ... vai pagar para descobrir por si mesmo?


    Não apenas é Satanás que, pelos seus interesses maiores contra Deus e contra nós, nos provoca ao erro, como ele tem, entre nós, nesses tempos atuais, infelizmente, muito poder para fazê-lo. Não adianta tapar o sol com a peneira ou enterrar a cabeça na areia. O mal existe e está ai, a consumir os nossos dias.

    Deus não nos mente e nos permite ter conhecimento sobre isso: O Poder Superior maligno é um ser, mesmo que espiritual, algo deveras real. Tal qual Deus existe e está presente em todo universo e multiversos, assim também, Satanás existe e este está, em especial, aqui mesmo  na terra, e toda ela jaz em miséria material e espiritual, no seu poder.

    Ele ronda as sociedades humanas avaliando o comportamento de homens e mulheres. Ele anda ansioso, pois o tempo dele é curto e rugindo feito fera, buscando a quem devorar. Será você mais um dos que já estão como que devorado, dentre tantos que, infelizmente, nós podemos observar vagando pela vida no mundo?

    Fique atendo pois, Satanás nos desvia para o mau caminho através de um sistema educacional que nega que Deus criou o universo e que apóia as relações sexuais fora da aliança de um casamento legítimo. A filosofia humana é vã em muitos sentidos, mas principalmente para fazer do ser humano uma criatura realmente feliz.

    Satanás desvia a humanidade para mau caminho através de muitas das produções de Hollywood e a da celebração de imundície moral e violência. Você consegue mesmo assistir a um filme e terminar ficando isento as influencias diabólicas que porventura possam estar inseridas nele? você sabe reconhecer os sinais de tais conteúdos? Você sabe se defender da manipulação psico-emocional- comportamental presentes na mídia, em geral? Consegue no dia a dia manter-se fiel a Deus?

    O Poder Superior maligno desvia os homens e as mulheres para o mau caminho, principalmente,  através de uma fé fingida no Filho de Deus, que não os leva à obediência de Sua palavra. Satanás tem seus próprios meios de enganar uma humanidade que, quase sempre, nada suspeita do que ocorre de fato. Seguem como que gado para o abatedouro. Mas cada pessoa tem a liberdade de prestar atenção a ele ou dar ouvidos à voz da sua consciência treinada nas coisas que Deus aprova, que diz o que é certo. Como está o treinamento da sua consciência?

    É preciso estar cônscio das suas necessidades espirituais, para viver, também, de modo a estar satisfeito na carne!


sexta-feira, 20 de abril de 2012

O Amor Devido Entre os Filhos de Abraão (Carta aos Crentes):


"Ai de ti, Corazim, ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se fizessem as maravilhas que em vós foram feitas, já há muito, assentadas em saco e cinza, se teriam arrependido. Portanto, para Tiro e Sidom haverá menos rigor, no juízo, do que para vós. E tu, Cafarnaum, que te levantaste até ao céu, até ao inferno serás abatida." Lucas 10:13-15

Alguma vez você, cristão, já parou para pensar que, a religião dos muçulmanos é, de fato, também fruto da graça misericordiosa do nosso Deus, que num curto período de tempo e de eventos, converteu uma grande multidão de pessoas da idolatria politeísta para a adoração a um único Deus verdadeiro e que, o fato dessa conversão não ter sido, ainda, totalmente completada com a inserção deles na nova aliança (que é o Evangelho de Jesus Cristo), é porque Deus faz as coisas conforme a sua vontade, acontecerem no momento e sob as circunstâncias que Ele bem desejar designar.

Pois bem, o Deus ao qual os muçulmanos chamam de Allah e reconhecem como o Deus de toda a Criação, porque Ele é o seu Criador e Sustentador, é também o mesmo Deus de Abraão, do qual os povos árabes, os muçulmanos originais descendem diretamente. Isso também é bíblico e ocorreu pela permissão e vontade de Deus.

Os cristãos poderiam ter tido uma participação importante no complemento da conversão dos muçulmanos, levando a eles de maneira sincera e pura o Evangelho de Cristo. Todavia, em sua fúria destrutiva, desde cedo Satanás, inimigo de todas as almas que confiam em Deus, se interpôs entre muçulmanos e cristãos, impedindo que se estabelecesse entre estes uma boa comunicação que decorresse de uma relação baseada no amor.

Isso aconteceu, e ainda acontece, para a derrota de, indistintamente, todos os homens crentes. Estabeleceu-se uma guerra estúpida, que ocorre, ora aberta, ora velada mas, sem que os homens busquem o seu fim, tanto para a vergonha dos cristãos, quanto para o prejuízo dos muçulmanos.

Que o Deus de Abraão estenda sobre todos nós a sua infinita misericórdia, porque todos nós somos tolos e, não atingimos compreender a magnitude da consequência da promessa da antiga aliança,  aliança feita ao homem por meio de Abraão quando o Senhor Deus, dando a sua palavra que não pode mentir, disse "e em ti serão benditas todas as famílias da terra." Gênesis 12:3

"Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei" (Ge 12:1). Assim Deus começou a separar um povo especial que iria receber bênçãos especiais e por meio do qual "serão benditas todas as famílias da terra" (Ge 12:3).















Uma vez que por meio da aliança com Abraão se tornavam benditas todos as famílias da terra, ora, por que seria a família de Ismael, aquele que por causa de intrigas femininas precisou ser rejeitado, o próprio Deus se encarregou de lhe prover proteção especial, seria uma família menos abençoada?

Por que haveria de vir o Messias, somente para salvar aos filhos de Jacó, se Deus preferiu, para fazer cumprir a promessa feita a Abraão "e em ti serão benditas todas as famílias da terra." Gênesis 12:3, que Ele viesse para, com seu sangue, prover pagamento de resgate por toda a humanidade dispersa sobre a Terra?

Segundo a Bíblia, a mais provável procedência de Abraão seria a cidade de Ur dos caldeus, situada no sul da Mesopotâmia, onde seus irmãos também teriam nascido. O final do capítulo 11 do primeiro livro da Torah, ao descrever a genealogia do patriarca hebreu, assim informa, mencionando o nome anterior de Abraão:

E estas são as gerações de Tera: Terá gerou a Abrão, a Naor e a Harã; e Harã gerou a Ló. E morreu Harã, estando seu pai Terá ainda vivo, na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus. (Gênesis 11: 27-28)

A tradição diz que seu pai Tera era fabricante de ídolos e que Abrão viveu neste ambiente idólatra até que Deus se revelou a ele. A literatura bíblica canônica faz associação de Abrão com idolatria em apenas uma única passagem que literalmente diz: “Disse então Josué a todo o povo: Assim diz o Senhor Deus de Israel: Além do Rio habitaram antigamente vossos pais, Tera, pai de Abraão e de Naor; e serviram a outros deuses.” Josué 24:2. A questão de quais livros pertencem à Bíblia é chamada questão canônica.

Diz também a tradição que Abrão sempre desprezou os ídolos e que chegou a destruir alguns com as suas próprias mãos, todavia, não há texto bíblico canônico que dê suporte a esta afirmação, mas sim, "O Livro dos Jubileus", considerado como uma obra apócrifa, tanto entre judeus, quanto entre cristãos.

Este livro diz que Abrão, já aos catorze anos de idade, quando ainda residia em Ur dos caldeus com sua família, teria começado a compreender que os homens da terra haviam se corrompido com a idolatria, adorando as imagens de escultura. Então Abraão não aceitou mais adorar ídolos com o seu pai Terá e começou a orar a Deus, pedindo-lhe que conservasse a sua alma pura do erro dos filhos dos homens e também a de seus descendentes.

A Bíblia nos mostra, em em Gêneses 11:28, 31 que "morreu Harã (irmão de Abrão) estando seu pai Terá ainda vivo, na terra do seu nascimento, em Ur dos caldeus". Isso ocorre por volta de 2155 a.C., com Abrão ainda pequeno e que algumas décadas mais tarde "... tomou Terá a Abrão seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã; e vieram até Harã, e habitaram ali."

Este fato de Terá desejar se dirigir a Canaã é muito curioso, pelo fato de que o Senhor Jeová sequer havia ainda se manifestado diretamente a Abrão e, mesmo quando Ele o fez, posteriormente (já na localidade de Haran), lhe disse apenas: "... para a terra que eu te mostrarei", sem mencionar, a princípio, Canaã.. Também é curioso o fato que Terá tenha, aparentemente, se demovido do seu objetivo inicial (ir à terra de Canaã), após alcançar uma localidade ainda desabitada, onde ele e toda a sua gente que o seguia acabaram por fundar uma nova cidade, cujo nome dado foi Harã (que séculos mais tarde viria a ser uma cidade Assíria) e teriam todos habitado ali por um tempo (algumas décadas), até a morte de Terá.

Sendo Terá um fabricante de ídolos, de muito bom proveito para ele teria sido permanecer trabalhando a sua arte e comercializando-a em Ur, pois o sudeste da Mesopotâmia era, então, de longe, a região de maior concentração demográfica, com mais de uma dúzia de povoamentos, entre Ur e a então pequena Babilônia, mas que viria em poucas gerações se tornar no núcleo de um poderoso império. Mesmo assim, foi Terá quem moveu inicialmente a Abrão (de Ur até Harã (ou Haran, ver mapa anterior)), por mais da metade da distância total a ser percorrida de Ur até Canaã.

Note que o entendimento do versículo de Gênesis 11:31: "Tomou Tera a Abrão seu filho, e a Ló filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram.", deixa implícito que o irmão de Abrão, Naor, não migrou com a família, mas, sim, permaneceu em Ur e, muito provavelmente, manteve, ali, os tradicionais negócios de sua família (lembrando que o avô de Naor, ou seja, o pai de Terá e também avô de Abrão, também se chamava Naor, ou seja, houve, ai, um homônimo, porém separado em duas gerações).

Decerto que é muito provável que todo pai que perca um filho para a morte (como ocorreu com Tera em relação a Harã) sinta uma profunda decepção e, por conta disso, podem haver a tomadas de decisões que resultem em profundas mudanças. Talvez tenha sido isso a real motivação que tenha movido Tera e sua família, a partir de Ur até Haran, enquanto que o escritor da Bíblia simplesmente omita tal informação, pois, o mais importante é que, após a morte de Tera, Abrão prosseguiu, de fato, até Canaã.

Outro fato é que o Senhor Jeová separou totalmente Abraão da idolatria, aos 75 anos de idade, para a sua adoração verdadeira e, outro fato é que a benção sobre Abraão superabundou de tal maneira que, a partir de Abraão (em hebraico: אברהם, Avraham ou ’Abhrāhām) se desenvolveram não apenas o Judaísmo mas, todas as três das maiores vertentes religiosas da humanidade, as denominadas religiões abraâmicas, tendo na base o judaísmo, dai advindo o cristianismo e por fim, o islamismo.

A vocação do Islã para a glória de Deus foi apresentada ainda na narrativa do livro de Gênesis, no capítulo 16, logo depois da apresentação da narrativa da vocação dos próprios judeus, descrita ainda no capítulo 15, do mesmo livro de Gênesis.

Deus prometia a Abrão: “ … mas aquele que sair das tuas entranhas, esse será o teu herdeiro.” “E creu Abrão no Senhor, e o Senhor imputou-lhe isto como justiça.” Gênesis 15:4,6. Todavia, ao que parece, não houve um bom entendimento entre Abrão e sua esposa Sarai quanto a essa promessa de Deus. Sarai já era então conhecida como uma mulher estéril.

A esterilidade já não era algo de estranho de ocorrer, visto que aquele era um grupamento humano onde ocorriam frequentes cruzamentos consanguíneos. Como maneira de manter a tradição e a propriedade ligada a família, casamentos entre primos e entre tios e sobrinhas eram comuns de acontecerem. Naor, o irmão que não acompanhou Abrão até Canaa e que ficou habitando em Harã, era casado com uma sua sobrinha sua, que era órfã de Harã, enquanto que a própria Sarai era meia-irmã de Abrão.

Sarai passou a sentir-se e apresentar-se insegura sobre a sua capacidade de gerar filhos para Abrão e assim sucedeu o fato de, por uma articulação da própria Sarai, Ismael foi gerado de Abrão, por conjunção dele com Agar, a serva egípcia de Sarai. Ismael nasceu e passou a ser destinado a ser o grande patriarca dos árabes do islã, mesmo antes que viesse a nascer Isaque, de onde decorreria, como filho da promessa, a vertente do judaísmo – cristianismo.

É interessante notar que, apesar de não ser "o filho da promessa", Ismael foi, de fato, "o filho primogênito" de Abrão (e nascido de suas entranhas) e isso tinha muio significado tanto para os homens, quanto para Jeová Deus pois, a primo genia está associada a ideia de primícias, que são os primeiros frutos, a prioridade que honra (Provérbios 3:9), as quais têm que ser dadas (Deuteronômio 18:4), de modo que, com a atitude de Sarai de maltratar a Agar, a sorte de Ismael passou a ser determinada pelo próprio Senhor Jeová.

Isso se evidencia por meio do anjo que anunciara diretamente a Agar: “Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, de modo que não será contada, por numerosa que será. Eis que concebeste, e terás um filho, a quem chamarás Ismael; porquanto o Senhor ouviu a tua aflição. Ele será como um jumento selvagem entre os homens; a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.” Genesis 16:10-12

Com isso Ismael foi selado com promessa de Deus, de sorte que todas essas três religiões mencionadas são monoteístas e centradas na benção do mesmo Deus. Isso fica mais claro ainda quando Jeová, por ocasião da instituição do sinal de pacto da circuncisão entre Deus e a casa de Abrão. Abrão não entendendo claramente, o que dizia Deus, prostrou com o rosto em terra, e riu-se, e disse no seu coração: A um homem de cem anos há de nascer um filho? Dará à luz Sara, que tem noventa anos? Depois disse Abraão a Deus: Oxalá que viva Ismael diante de ti! Ao que Deus responde:

Na verdade, Sara, tua mulher, te dará à luz um filho, e lhe chamarás Isaque; com ele estabelecerei o meu pacto como pacto perpétuo para a sua descendência depois dele. E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis que o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e multiplicá-lo-ei grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação.” Genesis 17:19,20

Assim, Ismael, mesmo não sendo “o filho da promessa” fazia, todavia, parte do pacto eterno entre Deus e a “casa de Abraão” e, deste modo, Ismael foi circuncidado: “Logo tomou Abraão a seu filho Ismael, e a todos os nascidos na sua casa e a todos os comprados por seu dinheiro, todo varão entre os da casa de Abraão, e lhes circuncidou a carne do prepúcio, naquele mesmo dia, como Deus lhe ordenara. E Ismael, seu filho, tinha treze anos, quando lhe foi circuncidada a carne do prepúcio. No mesmo dia foram circuncidados Abraão e seu filho Ismael.” Gênesis 17:23,25-26

Depois que Isaque nasceu e Sara demonstrou ainda mais dureza de coração ao pedir que Abraão despedisse a Agar e a seu filho Ismael, foi o próprio Deus quem lhe explicou e lhe consolou: “Não pareça isso duro aos teus olhos por causa do moço e por causa da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência. Mas também do filho desta serva farei uma nação, porquanto ele é da tua linhagem.” Ge 21:12,13  e, de fato, Jeová protegeu Ismael e sua mãe Agar em sua própria sorte, e, com o tempo, cumpriu em Ismael todas as promessas feitas a ela e a Abraão. Ismael e sua mãe moraram no deserto de Parã. Anos depois ele tornou-se um arqueiro talentoso e casou-se com uma mulher egípcia, tal qual sua mãe o era e, com ela, ele teve pelo menos 13 filhos. Portanto, essa é a raiz da origem dos povos árabes, semita-egípcia.

Apesar da cisão na família, os irmãos Isaque e Ismael não viveram, de modo algum, com inimigos. Aquela cisma ocorria mesmo por causa da "alma feminina", expressada mais abertamente por Sara, que era quem menos devia ter razão, pois fora ela mesma quem propriamente havia criado toda aquela confusão, desde o início, ao oferecer sua serva como procriadora.

Deste modo, quando veio a morrer Abraão e, já falecida anteriormente Sara, Ismael e Isaque voltaram, eventualmente, a se unir: “ Então Isaque e Ismael, seus filhos, o sepultaram na cova de Macpela, no campo de Efrom, filho de Zoar, o heteu, que estava em frente de Manr” Genesis 25:9

Ismael viveu até os 137 anos de idade e a multiplicação da sua descendência ficou conhecida, por longo tempo, como ismaelitas, todavia, o islamismo não nasceu, imediatamente, com Ismael mas, muito pelo contrário, com o tempo as tribos ismaelitas passaram a se tornar essencialmente politeístas, como eram, então, também os egípcios, com quem os Ismaelitas mantinham, fortes relações e ainda outros povos ao redor.

A própria matriarca Agar era da etnia dos egípcios e, muito embora Agar tivesse tido uma experiência direta e pessoal de contato com o Anjo do Senhor e, mesmo Ismael tendo sobre si os cuidados diretos de Jeová, com o tempo, isso não se preservou e a adoração ao Deus único e verdadeiro se perdeu, como forma de religião entre os Ismaelitas e Deus permitiu que fosse assim.

Varias décadas se passariam até que ocorreria de José, que era filho de Jacó, chamado por Deus de Israel, que era filho de Isaque, que era irmão de Ismael e filho de Abraão, ser vendido como escravo pelos seus próprios irmãos, a mercadores de uma caravana de ismaelitas que se dirigiam, não coincidentemente, ao Egito.

O deserto de Parã, fica região nordeste da Península do Sinai, "todo aquele grande e terrível deserto que vistes, pelo caminho das montanhas dos amorreus, como o Senhor nosso Deus nos ordenara;" (Deuteronômio 1:19) que foi caminhado no êxodo do povo israelita e lugar mais provável onde eles passaram parte da sua peregrinação como pastores no deserto por quarenta anos, como uma correção necessária porquanto eles sistematicamente duvidavam do Deus Vivo que "ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite". Êxodo 13:21

Este mesmo deserto de Parã havia se tornado séculos antes antes, a base inicial da tribo dos ismaelitas. No entanto, como esse povo tinha uma vocação de diversidade nacional, ele passou a se dedicar como especialista no negócio do comércio em caravanas, o que os fazia manter famílias inteiras em constante movimento, vivendo como verdadeiros nômades.

Com o tempo, a domesticação de camelos e de dromedários foi levada a cabo em grande escala, para atender as necessidades, provendo um diferencial de vantagem competitiva para a finalidade das caravanas comerciais. Com o passar do tempo eles se espalharam, na mesma proporção em que diversificavam seus cultos politeístas e influenciaram e se mesclaram com várias outas tribos, incluindo, logo a princípio, os midianitas, seus irmãos, filhos temporãos de Abraão, que com dádivas e riquezas foram também enviados às terras orientais, a partir da região onde Isaque  permaneceu vivendo. (ver Gênesis 25:1-6).

Vários séculos depois de Abraão, o líder isralita Moisés encontraria em seu sogro Jetro, um midianita, não apenas um amigo, homem honrado e digno conselheiro, guia adestrado pelas terras desérticas e estrategista em administração popular mas, acima de tudo, ainda, um sacerdote em Midiã que "alegrou-se por todo o bem que o Senhor tinha feito a Israel, livrando-o da mão dos egípcios. Então Jetro, o sogro de Moisés, tomou holocausto e sacrifícios para Deus; e veio Arão, e todos os anciãos de Israel, para comerem pão com o sogro de Moisés diante de Deus." (Êxodo 18:9,12).

Ao longo de toda a jornada dos israelitas, tudo aquilo que havia sido proposto e ensinado pelo midianita Jetro, sogro de Moisés, com a forma de divisão, delegação e administração da responsabilidade de julgar, chefiar e coordenar a movimentação do povo (ver Êxodo 18:13-27), não apenas mostrou-se aprovado, como foi reconfirmado por Jeová como uma prática excelente. Assim, também estes filhos de Abraão se tornaram um benção para toda a terra.

Com sua base em constante migração, o grosso da civilização árabe original (cerne da futura civilização islâmica) passou a se desenvolver no espaço vital encontrado na península desértica situada entre a Ásia e a África, denominada península Arábica, a qual compreende atualmente os países da Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Bahrein, Omã e Iêmen. É uma área de aproximadamente um milhão de quilômetros quadrados, com centenas de milhares recobertos por um enorme deserto, pontilhados por alguns oásis e por uma cadeia montanhosa, a oeste. Somente uma estreita faixa no litoral sul da península possui terras aproveitáveis para a agricultura.

Até o século VI d.C., os árabes viviam em tribos, sem que houvesse um Estado centralizado. No interior da península havia tribos nômades denominadas beduínos, que viviam basicamente do pastoreio e do comércio. Às vezes eles entravam em luta pela posse de um oásis ou pela liderança de uma determinada rota comercial. Também era comum eles sofrerem ataque as suas caravanas que levavam preciosos artigos do Oriente para serem comercializados no Mar mediterrâneo ou no Mar Vermelho.

A escassez de vestígios históricos deixados é devido a natureza de suas vidas, caracterizada pela instabilidade típica de nômades, convivendo ainda com as dificuldades próprias do deserto, da areias e dos ventos. Marcos de civilização deixados para trás, ou que se supõe terem sido deixados, não puderam ser encontrados, por isto permanecem grandes e muitas lacunas na história árabe antiga, impossibilitando até os dias de hoje um esclarecimento maior, o que tem dificultado maiores avanços de historiadores e pesquisadores no estudo da história árabe antiga até o aparecimento do Islamismo no Golfo Árabe.

O texto mais antigo que cita a palavra “Árabe” é dos escritos assírios dos dias do Rei Shalmaneser III (859 a.C. a 824 a.C.), aparentemente a pronúncia “Arab” para eles significava “Principado” ou “Capitania” nos desertos que circundavam a Assíria. Todavia, desde tempos muito antigos que a faixa de terra muito quente compreendida partir da região do Golfo de Ácaba até a costa sul do Mar Morto é conhecida como Arabah, que significa "área seca e desolada". Foi a partir dai que os irmãos de Isaque, caminhando para as áreas inóspitas a leste mas, principalmente para o sul, foram penetraram na Península Arábica.

Apesar de dispersos num grande território os árabes passaram também a edificar algumas cidades, entre as quais as mais importantes localizavam-se a oeste da Península Arábica, na parte montanhosa desta. Eram elas: Latribe, Taife e Meca, todas na confluência das rotas das caravanas que atingiram o Mar Vermelho.

Após o ano 300 a.C., eles fundaram  sob influência do Império dos Partos, a cidade de Hatra, que foi governada por uma dinastia de príncipes árabes, dando origem a um primeiro reino Árabe, fora da Arábia, pela época do império da dinastia grega dos selêucidas. Com isso, os Árabes passaram a se tornar comuns na Mesopotâmia, ainda na época dos selêucidas.

Hatra se tornou, de fato, de maneira geral, a capital do primeiro reino árabe. Ela resistiu à invasão dos romanos em 116 e em 198 d.C. graças às suas poderosas muralhas reforçadas com torres. As ruínas da cidade, especialmente os templos onde se mistura a arquitetura de influência helênica e romana com motivos decorativos orientais, atestam a grandeza da civilização que a construiu.

Todavia, a cidade de Meca foi, sem dúvida, a mais destacada. Meca pode ter sido a "Macoraba" mencionada por Ptolomeu, muito embora arqueologia não tenha descoberto, ainda, qualquer inscrição ou menção à cidade de mesma época ou anterior ao período daquele autor. O historiador grego Diodoro da Sicília, que viveu entre 60 e 30 a.C. escreve sobre uma região isolada da Arábia em sua obra "Biblioteca Histórica", descrevendo um santuário sagrado que os muçulmanos vêem como referindo-se a Caaba em Meca: "E um templo foi definido em seus altos, sendo muito sagrado e extremamente reverenciado por todos os árabes".

Mas o que se sabe ao certo é que por volta do século V d.C. a Caaba era um local de culto para as diversas divindades das tribos Árabes politeístas. Como centro religioso de todos os árabes, ali se reuniam milhares de árabes, o que tornava o seu comércio ainda mais intenso.

Embora fossem politeístas e adorassem diversas divindades, os ídolos de todas as tribos estavam reunidas num templo, chamado Caaba, situado no centro de Meca, e isso lhes dava uma identidade nacional. A construção, que existe até os dias de hoje, assemelha-se a um cubo e, assim como a administração da cidade, ficava sob os cuidados da tribo dos coraixitas.

E foi assim, nesta situação, de um povo de religião politeísta que surgirá o profeta islâmico Maomé, cerca de 25 séculos depois de Ismael. Em partes, Maomé fez restituir o antigo pacto milenar do qual Ismael fez parte, reconvertendo o coração dos árabes para o monoteísmo. Com as pregações de Maomé, os muçulmanos passaram a acreditar que o Deus de todo universo é único e incomparável e o propósito da existência do ser humano é adorá-lo.

Maomé nasceu em Meca, no ano de 570 d.C. e pertencia ao clã Hachim da tribo dos coraxitas. Sendo órfão e pobre tornou-se condutor de caravanas de propriedade de uma rica viúva, com quem veio posteriormente a se casar.

À frente de caravanas, ele viajou por boa parte do Oriente Médio, onde teve contato com o Cristianismo e com o Judaismo. Em 610, quando meditava numa caverna do monte Hira, supostamente recebeu uma revelação, que afirmava ser do arcanjo Gabriel. Com esta revelação, que se encontra descrita no Corão, Maomé passa a pregar uma nova religião que inicialmente é recebida pela sua comunidade e posteriormente pelas camadas árabes mais pobres.

A cidade de Meca, que basicamente vivia das peregrinações politeístas, abrigava a Caaba, o templo que continha 360 ídolos, para aonde as tribos árabes se dirigiam para culto - esta peregrinação era favorável aos comerciantes locais, que passaram a ver na pregação de Maomé um obstáculo.

Estes comerciantes juntaram-se contra a nova religião e perseguiram Maomé que fugiu com seus seguidores para Medina, nesta cidade, Maomé organizou um exército, com o qual veio a conquistar Meca em 630 e destruiu todos os ídolos da Caaba menos a "pedra negra", que continuou a ser adorada pelos maometanos, também conhecidos por islamitas ou muçulmanos.

Gradualmente, o número de crentes em Alá foi aumentando e, apoiado nessa força, Maomé começou a pregar a Guerra Santa, ou seja, a expansão do islamismo, através da força, a todos os povos "infiéis". O grande estímulo era dado pela crença de que os guerreiros de Alá seriam recompensados com o paraíso, caso perecessem em luta, ou com a partilha do saque das cidades conquistadas, caso sobrevivessem. A Guerra Santa serviu para unificar as tribos árabes e tornou-se um dos principais fatores e permitir a expansão posterior do islamismo. As tribos árabes do deserto vieram, de modo surpreendentemente rápido, a se converter a nova religião e a arábia foi unificada. Maomé morreu em 632 e seu trabalho foi continuado por seus sucessores, os califas.

Esse grande acontecimento histórico de conversão, acontecia exatamente num momento em que, concomitantemente, já disseminado por toda Europa, depois de sobreviver a toda sorte de perseguição por parte do império romano, durante três séculos, por um acordo de assimilação entre a Igreja e o Estado romano, o cristianismo, passava a se contaminar, cada vez mais, com o politeísmo pagão, em muitos casos, chegando até mesmo a regredir à abominável condição de adoração de imagens, coisa que Deus desejou que os homens tivessem decidido abandonar para sempre, de modo definitivo, desde de o momento que o obediente Abrão houvera saído de Harã, deixando a idolatria para trás.

Assista a última cena (apenas os últimos 3 minutos) do filme:
The Mists of Avalon (As Brumas de Avalon) - 2001 em:


Para entender do que se está falando quando se diz " ... o cristianismo, passava a se contaminar, cada vez mais, com o politeísmo pagão, ... ". A cena não revela simplesmente algo de fictício, mas mostra uma realidade que ocorreu com certa profusão no seio do cristianismo.

Os árabes desenvolviam mais e mais a sua civilização, independente do fato da conversão árabe não ter sido completada, segundo a minha ótica cristã, pois eles não passaram a crer no sacrifício resgatador de Jesus, o Cristo, o único caminho para uma verdadeira e completa conversão a Deus. Não obstante, o fato é que  eles passaram a viver um período de grandes bençãos e de desenvolvimento, justamente, enquanto a Europa entrava no obscurantismo dos primeiro séculos da idade média.

Muito embora não demorasse para a falta de uma completa conversão dos árabes os levasse a divisões e dissidências, e, mesmo que a violência tivesse vindo a se estabelecesse no seio delas, eles passaram a desenvolver-se como civilização, enquanto que todo avanço civilizatório greco-romano parecia ir como que desvanecendo pela Europa.

Por haver necessidade de terras férteis (ou de comércio com terras férteis), o islã parte em direção da Europa e norte da África, onde conquista muitos territórios e apesar do avanço muçulmano na Europa ter sido freado na Batalha de Poitiers, no ano de 732, pelo franco Carlos Martel, os árabes ainda conseguiram conquistar as ilhas Baleares, a Sicília, a Córsega e a Sardenha.

A extensão dos domínios muçulmanos pelo Mediterrâneo prejudicou o comércio direto da Europa Ocidental com o Oriente. Este foi um dos fatores que contribuíram para o isolamento dos reinos bárbaros cristãos que, a princípio, não tiveram outra opção a não ser voltarem-se mais ainda para uma economia agrícola e rural, o que contribuiu para a formação do feudalismo europeu.

A tolerância dos muçulmanos para com os povos conquistados, permitiu-lhes atingir grande progresso econômico e cultural, pois, utilizando elementos próprios e de outras culturas, desenvolveram conhecimentos e técnicas valiosas até hoje.

Foi o caso do uso da bússola e da fabricação do papel e da pólvora, aprendidos com os chineses e introduzidos no Ocidente. Em virtude da enorme extensão de seu império, os árabes difundiram o cultivo de produtos agrícolas, como a cana de açúcar, o algodão, o arroz, a laranja e o limão. Nas cidades árabes medievais, ao contrário da maior parte das cidades europeias  da época, haviam escola, universidades e bibliotecas.

No campo das ciências os árabes desenvolveram, principalmente, a matemática, com muitas contribuições à álgebra, geometria, trigonometria e a astronomia. A Medicina que desenvolveram baseou-se nos conhecimentos dos gregos, que até então não tinham sido aproveitados para desenvolvimento no ocidente.

Os algarismos que usamos atualmente, são uma herança indiana transformada e transmitida aos ocidentais pelos árabes, daí serem chamados arábicos. Até mesmo a palavra algarismo deriva da língua árabe e tais algarismos são, hoje, universais, usados em todo o mundo civilizado.

A ordem que o Senhor Jesus, o Cristo de Jeová Eloim, o Messias da promessa do Deus de Abraão, deixou a todos que o seguissem, é e sempre será a seguinte: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” em Mateus 28:19, confirmada na palavra da por Marcos 16:15 “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.” e, ainda mais, que a marca dos verdadeiros cristão é e será para sempre: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” João 13:35.

Deste modo, as guerras cruéis, de cunho político e de interesses econômicos, tais como as denominadas “cruzadas”, foram, para o envolvimento de cristãos, uma péssima ideia e, ter sido apresentadas como "guerras santas", mesmo que o termo “guerra santa”, de fato, possa ser um jargão originário do próprio mundo dos muçulmano, como um ideal que os impulsionou a conquistarem novas terras através dele (pressão imposta aos povos vizinhos, que: ou se convertiam ou eram forçados a conversão) foi uma ideia ainda pior para os cristãos, algo historicamente lastimável. 

Se Maomé não pôde converter os árabes a Cristo, pelo menos converteu-os de volta ao mesmo Deus de Abraão e, apenas isso já deve ser considerado uma coisa de valor pois, afinal, haviam sido 25 séculos de afastamento dos descendentes de Ismael do pacto original feito entre Deus e a casa de Abraão. O compromisso do cristão para com Deus é deve se o de demonstrar amor e compaixão, e nada mais.

Depois da nova aliança, que significa o cumprimento do advento do Messias, Jesus, para benefício de toda humanidade, nenhuma violência, nenhuma guerra mais, cruzada alguma poderia ter sido justificada por motivo de fé cristã, nem pode o ser humano mais se deixar seduzir pelas falsidades e mentiras ditas falsamente em nome de Deus, mas que só fazem causar os horrores das guerras.

No entanto as nações de hoje, continuam a guerrear tanto quanto sempre guerrearam. Parece que o  coração do mundo, de modo algum, está convertido a Deus. Fome, doenças e sofrimento ainda existem hoje, tanto quanto em outras época houveram. Todavia, o verdadeiro justo vive e viverá pela genuína fé nas promessas da parte de Deus, que inclui acreditar que um dia se cumprirá plenamente a palavra dada pelo profeta Isaías: "Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra" - Isaías 2:4

Somos devedores uns dos outros em um amor que fluir de Deus que nos tem feito um em Cristo e, um  dia seremos forçado pelo próprio Deus, a ter tudo em comum. Meu Querido irmão se na caminhada algo se levantar pra quebrar a comunhão o meu coração na força do Senhor pra você vai liberar ...perdão!


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Este trabalho de André Luis Lenz, foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
 
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